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Touros e Televisão

por vítor, em 05.06.08

 

 

Nunca esquecendo que Nietzsche enlouqueceu por ver um cocheiro chicotear um cavalo na cidade de Milão, no... século XIX...

 

 

Enquanto a TVE deixou de transmitir touradas fazendo recuar a barbárie, a RTP promove de forma gratuita  a tortura brutal de animais. No país onde mais aficionados existem, Espanha, esta decisão significa a perda de uma preciosa fatia das audiências. Em Portugal, onde as audiências de touradas são residuais, a "nossa" televisão prossegue no caminho da obscuridade. Porque não transmitem também luta de cães e de galos? Teriam certamente mais audiências. Ou se juntam a "canais televisivos" dos Estados Unidos que  pretendem transmitir os últimos momentos dos condenado à morte?


(texto postado no ano passado, pela mesma altura)


Tenho vergonha da televisão pública nestes momentos. Ainda por cima com o meu dinheiro, com o dinheiro dos portugueses.

 

Estarei sempre com aqueles que resistem. Mesmo que para isso recorram a métodos contrários à lei...

 

Na  TVI vai-se ainda mais ao fundo do nojo. Anuncia-se a exibição de uma criança de 11 anos para gáudio da turba. Manipulada por um pai torturador de animais, um tal de Moura, apresenta-se ao sacrifício como  oferta exótica num circo de dementes.

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publicado às 21:14

Touros e televisão

por vítor, em 23.08.07

Example

 

Enquanto a TVE deixa de transmitir touradas fazendo recuar a barbárie, a RTP promove e transmite a tortura gratuita de animais. No país onde mais aficionados existem, Espanha, esta decisão significa a perda de uma preciosa fatia das audiências. Em Portugal, onde as audiências de touradas são residuais, a "nossa" televisão prossegue no caminho da obscuridade. Porque não transmitem também luta de cães e de galos? Teriam certamente mais audiências. Ou se juntam a "canais televisivos" dos Estados Unidos que  pretendem transmitir os últimos momentos dos condenado à morte?

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publicado às 14:11

 

Já que estou numa de vândalo, e que tal marcharmos contra a propriedade privada que é a praça de touros de Albufeira na próxima 6ª feira durante a tourada promovida pela RTP para comemorar os seus 50 anos? Esfregar o sangue das bestas ( propriedade privada) nas ventas das zelosas bestas dos administradores da televisão pública. E, já que estamos em maré de transgenia , numa operação de engenharia genética de ponta (desculpem-me o pleonasmo) transferir uns genes de Einstein nas débeis estruturas genéticas dos aficionados.

 

E que tal recusarmos pagar a taxa de televisão enquanto a "televisão de todos nós" colaborar com a tortura de animais ao vivo e para gáudio de outros animais!

 

Eu sou dos que considera a propriedade privada sagrada mas que também considera que existe uma hierarquia do sagrado ( como do profano, aliás) e que, perante a propriedade privada,  a vida, a natureza, a inteligência, a liberdade,  a interpessoalidade , a ética e a dignidade humana se sobrepõem   e elevam.

 

Contra o politicamente correcto, que varreu as mentes virtuosas  e  púdicas deste país a propósito da destruição de um hectare de milho transgénico (que repito não é uma mera questão localizada numa quinta, é uma questão que pode ter repercussões ambientais e sanitárias exógenas mal conhecidas e incontroláveis e que, portanto é uma questão da comunidade onde se insere a plantação), marchemos, pois, contra o bárbaro espectáculo que a RTP vai promover na próxima 6ª feira , em Albufeira.

 

A forma como os animais são tratados num país mostra, como poucas coisas, o grau de desenvolvimento cultural e económico de um país.

 

Nunca esquecendo que Nietzsche enlouqueceu por ver um cocheiro chicotear um cavalo na cidade de Milão, no... século XIX...

 

 

 

 

 

 

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publicado às 14:29

Jornalismo a martelo

por vítor, em 11.08.07
Hoje no Jornal da Tarde da RTP três pérolas na mesma peça. A propósito de um jogo do Barcelona contra uma equipa de Hong Kong: "....o Barcelona ainda lhes pôs os olhos mais em bico..., ... ficaram com um sorriso amarelo..." e, a propósito da exibição de Eto'o , jogador africano do Barcelona, "... uma lança na ... Ásia..."

Eu sei que é jornalismo desportivo e, em Portugal, não é para ser levado a sério mas, como dizia o outro, haja topete!

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publicado às 19:39

Depois de um sábado à tarde de ténis que me deixou de rastos recebi um "convite irrecusável" para ajudar um casal de amigos a "encher uma placa" no seu novo alpendre.

 

Domingo à  tarde lá me apresentei, como vimos  já debilitado, para tão árdua campanha. Para quem não sabe "encher uma placa" consiste na tarefa de encher uma espécie de caixa baixa armada de vigas, tijoleira e ferro, com massa (mistura de cimento água , areia e brita) que irá ser o tecto ( neste caso) ou a divisória entre andares de uma casa ou de apartamentos. Hoje em dia estas operações são executadas por camiões-betoneiras que enchem placas a qualquer nível do solo ou de qualquer superfície. Neste caso, dado tratar-se de uma pequena obra (dizem eles), o serviço não é disponibilizado.

 

Compareceram no local de trabalho 6 braços de trabalho: 3 profissionais e 3 amadores. Os profissionais ficaram incumbidos das tarefas técnico- específicas. Os amadores do trabalho não especializado, ou seja carregar, carregar, carregar, carregar. Sendo a obra simples ( não me apercebi de nada), a cobertura de um alpendre com 30 m2 e com 3 metros de altura , aproximadamente, o trabalho foi assim distribuído: um profissional à betoneira eléctrica a controlar as misturas e a consistência da massa, dois profissionais no alto da estrutura a distribuir a massa, vigiar a estrutura de ferro, avaliar a estrutura de suporte da placa, controlar descargas de água e verificar todo o evoluir da cobertura. A outra mão-de-obra existente ( moi même e outros dois) ficou com a relevantíssima incumbência de "alimentar" betoneira e placa. Trazer brita, areia e cimento para a betoneira e fazer chegar os baldes de massa a três metros de altura. Um ia, com um carro-de-mão , trazendo os materiais "não cozinhados", outro enchia os baldes com la massa, transportava-os até um andaime e passava-os ao que falta para que este, num equilíbrio periclitante em cima do andaime, o passasse, finalmente ( ufff ) aos técnicos superiores (duplamente superiores). Os amadores revezavam-se constantemente nas suas tarefas talvez devido à riqueza experimental das mesmas.

 

A betoneira não se calou, o cimento em pó e a massa andavam no ar, no chão e nos corpos encharcado e tudo isto durou desde a hora do almoço até ao cair do Sol. E ainda dizem que o trabalho intelectual é que verdadeiramente cansa. Eu que sou trabalhador intelectual (?) aconselho a quem o defende que experimente encher placas. É uma verdadeira loucura! Não perca!

 

Chegado a casa, mais moribundo do que um saco de cimento fora de prazo, depois de um longo banho de espuma, de esfregado com intensidade inusitada ( o cimento sai com grande dificuldade da pele, do cabelo e de outras partes do corpo...) e um jantar sem grande alegria, finalmente o confortável sofá por debaixo do corpo.

 

 Para concluir na RTP, e ajudando a uma recuperação rápida, "Os Gatos" e uma belíssima série (em estreia) que não fixei o nome, com O Miguel Guilherme e a Rita Blanco . Isto sim que é verdadeiro serviço público!

 

Hoje, dia de trabalho impiedoso e irrecusável, sinto-me tão aconchegado à minha pele que sorrio sem querer. A amizade vale a pena mesmo quando o trabalho não é pequeno. A experiência brutal do trabalho nas obras mostra-nos um mundo que só na prática ( mesmo pontual, extraordinária e extravagante) de interioriza e entende.

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publicado às 11:17


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