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tatuagem proibida

por vítor, em 14.12.14

sizízia anel.jpg

(foto de Jorge Jubilot)

(Lido ontem na apresentação da "Revista" Sizígia, na Galeria Sul, Sol e Sal, em Olhão)

 

A minha mão como uma pata de elefante
sobre o teu peito, pegada profunda
escarnecendo da memória antiga
à sombra das amendoeiras esbranquiçadas,
a neve clareando o alcatrão, estabelecendo
um contínuo pesar nos lábios, na cortina
que separa a noite das inefáveis
similitudes do amor. O vento
empurrando as águas mornas
para os braços do promontório sagrado,
empurrando as águas revoltas na direção
do oceano sem fim. O teu sorriso atira
mísseis cara-a-cara na efervescência
dos rituais baratos de domingo,
nos corações que a estrada consome.
És presença sem rosto atravessando
a bruma cautelosa na clausura dos armários,
coágulo que range na reverberação
dócil dos condenados. Nas praias deste Sul intenso,
navega um subtil grão de areia rebolando
nos interstícios do verão, na melodia plagiada
infetando o sonho, num odor de alfarroba
interrompendo a dor. Agora que as malditas grilhetas
da paixão afrouxam no seio da nave
perdida nos silêncios, agarremos as mãos pesadas,
erguidas em preces fraudulentas, e arremessemos
o que resta de nós no tatuado fruto proibido.

Cativa,  22- 7 - 2014

 

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publicado às 14:55

almas vadias

por vítor, em 07.10.11
Se alguém encontrar por aqui a minha alma vadia, mande-ma de volta...

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publicado às 18:17

retrato do artista enquanto... velho

por vítor, em 02.08.11

 

O artista a preprar-se para lançar o seu último livro "passagem através do fogo" no chão sagrado do Chalé de Bela Mandil, em Olhão. Convite irrecusável do anfitrião, José Bivar, que recebe os artistas como ninguém.

O bonito foi quando, esta espécie de artista, sacando da provocação nº 37,  alvitrou que a arte não serve para inquietar ou contaminar ninguém. A plateia, quase toda a diminuta plateia, formatada pela corrente redutora dos meios artísticos, fermeu de indignação e malhou no que tem como lema "nunca incomodar"...

Bem, esteve o poeta Rui Dias Simão que não incomodou ninguém. O lançador, contrariando o seu lema, acabou por incomodar. Vá lá que não sacou da provocação 24: "estou um bocadinho farto de artistas, só a obra pode valer a pena"...

Estão de parabéns o Zé e a Joana que tornaram o Chalé no maior centro cultural de Portugal. Este verão, então, tem sido de arrasar. Cada noite é uma noite. O mundo todo a girar à volta deste local de onde se ergue a poeira dos tempos e respira a leveza do futuro.

É pena; às vezes, convidarem artistas tão fraquinhos...

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publicado às 22:12

Campeão 2008/2009

por vítor, em 18.05.09

 

 

Hoje somos todos de Olhão!!!!

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publicado às 00:23

Litão à Moda de Olhão

por vítor, em 21.12.08

Pra fugir ao global e plástico perú, ao "em-vias-de-extinção" bacalhau, porque não Litão à Moda de Olhão?

 

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publicado às 15:47

Contos da Ria

por vítor, em 05.08.08
 
MICROFICÇÃO

pedro jubilot                                                    

‘atira-te ao mar’

contos na ria formosa

 

 

 

-Marque! Ó Marque! Alevanta-te! -gritava o avô à porta da salinha dirigindo-se para a cozinha de chávena de tófina na mão.

 -Conte na valia aquele cafézinhe chê de borras que tu me fazias-me com sopas conde ê cá endava da secada, desabafa António José.  

Ao que obtém a resposta da mulher:

-Pô era...e sejava cafeteras, fegão...e o moçe cada vez tá pior. Côme chega cêde ainda se põe a ver vides da telervisão até de manhazinha.

Mestre Toino foi de novo à porta da sala um pouco mais chateado e gritou :

 -Marque Entoine! Alevanta-te já desgraçade! Daqui a pouque tenhe o barque em seque.

 Pegando no boné saiu falando entre dentes:

  -O tê pai e a tu mãe é que tom bem lá da alemonha e ê que me charingue páqui  contigue. Vô ma é endande pá do 7 estrelas. Se na apareces lá daqui a dé menutes bem podes ir trabalhar pá zobras que cá nan te dô ma denhere denhum pó reste das féras.

 A avó liga a radio atlântico(ela gostava mais da antiga radio restauração do sr. Julinho, ali ao pé da rua de faro mas agora mudaram aquilo e só tocam músicas estrangeiras e estão sempre a falar das bichas de carros em lisboa) e locutor fala pelos cotovelos:

  -São 8 e 49 estão já 22 graus e agora o novo êxito dos Iris da Fuzeta para este verão: “Atira-te ao mar”. A avó aproveita a embalagem: -Marquinhe, vai já ter com o tê avô ca maré hoje é boa pa ganhares uma nota.

Por fim o rapaz levantou-se, meteu um ice-tea no bolso e foi comendo uma sandes de queijo preparada pela avó. Levava também, mas metida na cabeça a música com que acordara, e já se sabe o que acontece nestes casos -ela não nos larga para o dia.

Apanhou o avó à porta da taberna: - Tá no ir ó não.

Mestre Toino que já tomara 2 de 5 resmungou:

-Vê lá se te alevantas má cêde quê já tô velhe pa trabalhar pa ti… ainda ê usava fraldas e já ia ó mar.

Ao que o Marco comentou trocista:-devia ser même bué da fixe o avó de dodotes assentade a borde do savêre. E o velho deu-lhe uma carolada na orelha enquanto retorquia: 

-Se calhar pensas que do mê tempe avia cá essas mariquices.

 Lá empurraram o barco para a água e fizeram-se à Ria Formosa, que já era tarde e o calor apertava. Daí a pouco começaram a labuta.

Mas a teimosa melodia lá vinha à boca do neto:

Mó, o qué que fazes aqui».                                                                                         

O avó esclareceu-o: -Pouque barulhe qu’zolhes das amenjoas se fechem.

Mas mesmo com tanto suor entre as cavadelas fundas feitas na areia Marco não conseguia deixar de pensar na música:

Má per qué que me dexaste da mão».

Passadas umas boas 3 horas de trabalho à torreira do sol o avô decidiu dar por terminada a tarefa e de regresso ao barco continuava a canção do momento :

Dá-me um bêje da boca e chama-me trazan».

O velho pescador já nada dizia, apenas abanava a cabeça, pensando com os seus botões, enquanto se dirigiam para o bote. Quando foi ver o resultado da apanha pelo neto não se conteve em puni-lo:

-Même assim ainda apanhástes muntas amenjoas...com um côrpe desses. Tem ma é vergonha, tem.

E como se fosse uma desgarrada, agora o moço:

Tá o mar fête dum cão, nan à choque nem brebegão».

Resposta pronta de Mestre Toino:

-Já me tás a enretar com essa merda de múseca. Ainda levas ma é uma cheparlada do mê da cara.

Para piorar a situação o motor do barco não parecia responder ao apelo manual de iniciar marcha, pelo que Marco se tornou voluntário à força:

-Agarra ma é dos rémes. Do mê tempe e até do tempe do tê pai conde era môçe remávamos o dia tôde. Estes moçes dagóra parecem fêtes de caca.

Ao ver-se ofendido o rapaz usou de novo a canção:

Tens cá uma mania que até dá dó».

Mestre Toino percebera a indirecta e quando o jovem se levantou para pegar os remos, ele desviou-se  bruscamente para o mesmo lado do barco em que Marco se encontrava, e então -homem ao mar!.. ou melhor, moço ao mar.

Marco esbracejava estragado da vida enquanto na sua cabeça estalava novamente o refrão, desta vez entoado pelo avô:

Atira-te ó mar e diz que te empurrarem».

Mas dá a sensação que o Sr. António já tinha aquela fisgada, pois o motor do barco, que se afastava com a corrente, pegou logo a seguir. Marco, esse teve de nadar até à doca, que apesar de tudo não era muito longe.

À noite, depois do jantar, Mestre Toino e a mulher sentaram-se como de costume à porta de casa a falar com os vizinhos, comentado a quantidade de água gasta pelo neto, que finalmente vinha a sair, e ainda magoado com a partida do avô apenas dirigiu um:

-Boa noite avó, até amanhã!

Ela chamou-o: - Olha Marquinhe, espera aí que o tê avô tem uma coisa pa te dar.

Cinco contos para gastar no Festival do Marisco dessa noite. Marco agarrou na nota, que afinal era a paga do seu trabalho, e foi orgulhosamente rua abaixo sem agradecer ao avô.

Mestre Toino não resistiu e comentou:

-Fó mó, o chêre a prefume é má que munte. Tu é que tens uma mania que até dá dó. 

 

(Um conto do meu amigo Pedro tecido (bilros?) com uma música  dos Íris da Fuzeta, onde nos podemos deliciar com o

extraordinário falejar de Olhão)

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publicado às 00:30

Tertulia de Despedida a um Amigo

por vítor, em 12.05.08

Valdir "Bugiganga" regressa ao distante Paraná. "Pé-Vermelho", volta às terras vermelhas de Londrina.

 

Depois de alguns meses no Algarve e no Alentejo onde frequentou formação teatral, foi actor, encenou uma obra sua e animou tertúlias e encontros de poetas, deixa o nosso país que foi pequeno demais para o acolher. Os horizontes sem fim do Paraná falaram mais alto... Com o seu coração do tamanho do mundo, deixou nos muitos amigos feitos em tão curta estadia uma saudade que fará para sempre a ponte entre as duas margens do Atlântico.

 

No palacete semi arruinado de Bela Mandil (perto de Olhão) a noite foi longa e bem regada. Valdir declamou e "voltou" aos seus tempos de menino e moço encantando com as suas aventuras nas terras vermelhas de Londrina. Aventuras de pobreza, alegria de viver e desenrascanço incompreensíveis para europeus aburguesados, mas absorvidas com emoção incontrolada e lacrimejante. Porque será a miséria e a atroz luta pela sobrevivência quotidiana tão bela e magnética?

 

Outro momento alto da noite foi a apresentação de um longo travelling de telemóvel feito pelo inenarrável Lucas, no bairro da Barreta em Olhão. Uma viagem de bicicleta pelas apertadas e sinuosas ruas da cidade das açoteias. Uma obra única e de arrepiar.

 

Como tinha ido de carro de Tavira para Olhão não  pude acompanhar  a embalagem dos vapores etílicos que se estendeu pela madrugada dentro. Retirei-me pelas duas da manhâ, perdendo, com certeza, o melhor da noite. Tive ainda tempo de registar no telemóvel duas ou três fotografias de péssima qualidade que vos vou deixar.

 

Valdir "Bugiganga", o Pé Vermelho de Londrina...

 

 

 

Fernando Esteves Pinto, romancista, poeta e meu sócio na editora 4 águas...

 

 

Rocha, o performer e animador de tertúlias no Café Aliança e no seu Marafado, na Rua do Crime...

 

 

José Bivar, o anfitrião. Descendente de El Cid, o Campeador, monárquico, neo-ruralista, artista plástico, criador da famosa Bienal de Faro e o homem que inventou a Rua do Crime e a sua primeira e mítica âncora: os Lábios Nus...

 

 

 

Nunca é demais referir a presença do grande Lucas e também do artista plástico e blogger Adão Contreiras, que registou tudo em video, entre outros e outras.

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publicado às 22:22

Bom Ano Novo!

por vítor, em 31.12.07
Os meus amigos Sérgio Mestre, Telmo, José Francisco, Janaka e outros, num memorável concerto no Naval, em Olhão.

Que saudades!

Registo feito nos anos 90 pelo José Bivar.

http://margemdois.blogspot.com/2007/10/msica-completa.html

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publicado às 00:46



Embora vizinho da cubista cidade de Olhão, já há alguns tempos que por lá não passava. Hoje atravessei-a pela estruturante "rua" 125 e qual não foi o meu espanto  quando ao passar na zona do velho Estádio Padinha* não o ter vislumbrado. Em lugar das velhas ruínas das fábricas conserveiras que o limitavam a Sul, uma vedação metálica envolvia o espaço sagrado daquele pelado mágico. Na mesma vedação o futuro: Ria Shopping . Mais do mesmo. Um espaço insonso para parolos sem sonhos. Os promotores do novo buraco negro de afecto e integridade, é claro.

Neste estádio  joguei dos mais belos desafios da minha juventude e tive a oportunidade única de conviver com alguns  dos meus ídolos de sempre. Quando o meu Desportivo Tavirense (até se me arrepia a penugem) se deslocava à terra vermelha do maravilhoso pelado,  para enfrentar o mítico Sporting Club Olhanense, aos Domingos de manhã (começo sem falhas às 11), quando à saída do balneário nos deparávamos com os "cromos" da bola que começavam a chegar ao balneário para o desafio da 1ª Divisão, da tarde ou quando me deslocava, fim-de-semana sim, fim-de-semana não, para os grandes desafios do meu Glorioso e dos outros grandes do futebol nacional, aos Domingos à tarde. O fim-de-semana não estava destinado às deslocações ao Estádio Municipal de S. Luís,  9 quilómetros ao lado, onde se exibia o grande rival dos olhanenses, o Sporting Club Farense. Todos sporting ,  mas todos desculpados pela admiração sem fim dum jogador apaixonado. Como tinha cartão de jogador de futebol e passe de comboio porque estudava no liceu de Faro, assistia a todos os jogos do Farense e do Olhanense em casa, sem pagar um tostão.

Como vos disse o Estádio Francisco Padinha* *  já só existe na memória dos que o gozaram até não poder mais, dos que não perdoam a trágica perda e dos que sentiram os travessões e os pitões a agarrar na aveludada terra vermelha. Até a torre de tijolo de burro da fábrica se foi. Aqui onde, por décadas fizeram morada gerações de cegonhas das quais se dizia dependiam os resultados da equipa da casa no seu terreno. Se as cegonhas tivessem no ninho, o resultado seria a contento da equipa da casa, se andassem a petiscar nas lamas dos sapais da Ria, quem  petiscaria seriam os visitantes. Ao menos a alta e esguia palmeira junto aos balneários ainda lá está aspergindo a memória dos que a não respeitam

Não resisto a contar-vos um episódio que, por insólito, me marcou até aos dias de hoje e de sempre. Jogava O Glorioso no pelado do Padinha* um prélio importantíssimo contra o também glorioso SCO . Lotação a 150%, jogo intenso nos primeiros minutos. Guaraci ,  defesa central olhanense,  um guarda-fato da cor do carvão, vindo dos confins do Nordeste (aqui se calhar estou a exagerar, ou é o tempo que o está) dirige-se, qual panzzer , na direcção de uma bola que entra na sua grande área. Na direcção da mesma bola dirige-se, não menos veloz, o gracioso e frágil Nené O choque dá-se em plena meia-lua (estarei a exagerar outra vez na precisão GPS, ou é o tempo que está?) milhares interrogam-se sobre a integridade física do jogador encarnado. Quando o pó assenta, Guaraci está mais imponente do que nunca, Nené (está vive, está vive!) parece um zombie, não sabe o que lhe aconteceu, no entanto mantém, como sempre, os calções religiosamente brancos. Outra figura negra dirige-se agora imperativamente para a poeira suspensa, na zona frontal à baliza. É o suspense total. Leva o braço levantado aos céus e na mão fechado um cartão vermelho agressivo e soberano. Sem hesitações , exibe-o a um ainda apatetado  Nené que,  educado no cumprimento das leis, o aceita humildemente. Nas bancadas os risos, os aplausos e os assobios. O homem de negro introduz o ígneo  rectângulo no traseiro, salvo seja, orgulhoso. Onze rubi-negros contra dez  vermelhos (não me lembro bem o ano - 1976?- mas era certamente pós-25 de Abril). Iria o Olhanense impor a sua superioridade numérica? Sol de pouca dura. O Glorioso, comandado por esse génio de relvados e pelados que dava pelo nome de Vítor Baptista, alavanca-se para uma exibição estratosférica e cilindra os algarvios por sete bolas a uma. Nené, banhinho já dado, sorria no banco.

Foi de certeza a única vez que o jogador dO Glorioso foi expulso ao longo da sua longa e brilhante carreira. Mas a sua conduta irrepreensível não ficou manchada com o episódio. Até, dizem alguns, o envaideceu bastante. Uma pitada de sal numa biografia que até chateava de tão certinha e previsível.

*
O Estádio Padinha* (assim designado em homenagem a Francisco Padinha* * , um grande atleta de Olhão, campeão de luta e de pesos e halteres), inaugurado a 29 de Março de 1923, foi utilizado até 1984, quando o Olhanense se mudou para o actual José Arcanjo. Ali jogaram até à presente temporada as equipas dos escalões jovens, que vão agora mudar-se para o Estádio Municipal (piso sintético).

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publicado às 21:09


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