Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
A minha deformação de antropólogo faz-me, muitas vezes, deixar o conforto do sofá para, curioso, assistir a eventos estranhos e singulares. Hoje, para mergulhar no maior espetáculo jamais havido em Tavira, lá fui ao tão publicitado concerto dos Calema. Não conhecia nenhuma canção, mas lá me meti a caminho. Como conheço a cidade há muitas décadas, não me foi difícil arranjar um lugarzinho fácil e relativamente perto do evento. Constatei que, realmente, se tratou do maior concerto já realizado na cidade, e manifestamente muito profissional e eficaz. Ouvi os dois primeiros temas e fui-me dali beber uma cerveja ao centro da cidade, estranhamente calmo. No caminho, a análise antropológica foi-me remoendo as sinapses. Paradoxos da vida: milhares de pessoas, sendo no Algarve, e tendencialmente jovens, mais de metade, seguramente, votantes no chega, celebrando dois rapazes negros, imigrantes, de S. Tomé e Príncipe cantando canções com sonoridades africanas! Como quase sempre, a abordagem do antropólogo traz mais, e mais difusas, dúvidas e questões do que interpretações aceitáveis. Já a cerveja só apresenta uma simples questão: sagres ou super bock?
https://youtu.be/0QdWy-HZi-U?si=cHwmpKsXtGCmGuyZ
(...) quando a normalidade não parece ser o que realmente é: um momento vazio mas indispensável (...)
O regresso dos Kubrir, a banda que incendiou os subúrbios de Lisboa nos anos 80. Um som hipnótico e único que emerge das sombras...
A minha modesta contribuição de hoje para a revolução...
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.