Já aquietado neste cálido Sul - retomada, o que tem que ser, tem que ser, a labuta da alfarroba - não poderia deixar de agradecer o singular e fantástico acolhimento que me (nos) reservaram, no Festival Literário de Ovar, no fim-de-semana passado, que não mais vou esquecer. Esmagado pela qualidade dos participante e dos inúmeros e diversificados eventos ao longo destes dias, nem consigo imaginar o duro, intenso e exigente trabalho que a a equipa organizadora tem de desenvolver para montar, cuidar e acompanhar tão complexo e abrangente edifício.
O FLO tem levado a cidade de Ovar pelo mundo fora. O FLO já era uma referência literária e cultural para mim e para o meu mundo. Nunca tinha imaginado, como nestes dias constatei, da sua magnificência. Da alegria e do entusiasmo dos que nele se entregam e integram, da movida que enche espaços de conferências, debates, tertúlias e performances, que animam as ruas (e o comércio) da cidade dos azulejos, com os seus risos, suas vozes e rituais que celebram a amizade e a alegria. A vida!
Foi um privilégio imenso ter-me juntado a esta festa que celebra a cultura, a arte, a amizade e o futuro. Um futuro melhor: sem gente que se julga superior a outra gente.
Somos todos a mesma gente!
Obrigado Carlos, por este espaço sem tempo que nos ajuda a levitar sobre e sob o mundo e as suas contradições e a refletir sobre como o tornar mais suportável, e a ser melhores pessoas. Obrigado à Maria José e às tuas meninas!