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o problema é o crescimento

por vítor, em 30.07.12

No meio da crise, todos têm uma solução: o crescimento. Esquerda e direita; liberais e conservadores. Não topam, as jurássicas criaturas, que o problema está aí. No crescimento. O crescimento foi o responsável pela dita. A seguir à queda do muro de Berlim o mundo cresceu, economicamente falando, claro, como nunca se tinha visto. O crescimento foi resultado da euforia, da tesão pós-muro e das manigâncias que bancos e mercados, finalmente livres da regulação "cheirando a mofo do realismo socialista", inventaram para multiplicar lucros. O crescimento assentou no irreal, melhor dizendo, no virtual. Sub-prime, cds, privatizações, deslocalizações, baixas de impostos para ricos, empresas tecnológicas de meninos geniais e capitais à solta sem controle algum da política e dos cidadãos levaram a economia à estratosfera. Bolhas e balões insuflaram por todo o lado. Juntando-se a isso, velhas economias, peadas pelos jogos estratégicos do velho mundo bipolar, emergem na economia global e baralham o antigo equilíbrio colonial. Criadores versus produtores. O novo paradigma da economia são os objectivos inatingíveis para os trabalhadores, os baixos salários, o trabalho infantil, o dumping social, as tendinites, o trabalho é a vida para o mundo que vegeta na produção. A criatividade para os antigos colonizadores. Criatividade tecnológica e financeira. Isto tinha que acabar mal. E vai acabar.

O crescimento não é, teoricamente, infinito. Uma la palissada incontornável. Só com truques. Mas a longevidade dos truques é pequena e a realidade eterna. Os grandes problemas não estão no crescimento. Estão na distribuição. Dos recursos naturais e criados. Se eu sou rico, detenho recursos, mesmo que eles não cresçam, fico rico na mesma. Se fico rico na mesma para quê despedir os que para mim trabalham? Para ser mais rico! E para que ser mais rico, se já sou rico? É aqui que está o busílis da questão. A ganância devia ser crime. A ganância à custa da destruição de economias de regiões e países crime contra a humanidade!

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publicado às 23:01

não entendo mas percebo

por vítor, em 04.02.10

Eu que navego, há muito, nas mais alterosas ( portanto perigosas e, até, neuróticas )  vagas da esquerda, não consigo entender o apoio do PCP e do BE ao regabofe da Madeira.

 

Entender não consigo. Mas percebo... é por uma mão cheia de votos na região autónoma.

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publicado às 16:35

Futebol de plasticina

por vítor, em 02.12.07


Na minha aldeia, os rapazes passavam os tempos livres a jogar futebol. Esses tempos livres infindáveis, sem televisão, play-station e computador, de  peladas de horas, só eram, timidamente, interrompidas pela temporada do pião, do berlinde e pelos jogos de férias como as coboiadas, as corridas de caricas e os Domingos na praia. O futebol era rei e senhor. Era também o responsável pelos maiores castigos maternais. Calças rotas, cabeças partidas e deslocações fora do alcance do grito da progenitora eram motivos para a  maior parte dos dramas que afligiam a pequenada. depois cresci e enfileirei no futebol a sério, federado!, no distinto ( e extinto) Clube Desportivo Tavirense. Para os fiéis e infiéis, "O Desportivo". Foram anos e anos, de infantil a sénior, até me mudar para a capital para o tal de curso da praxe.

Por isso o pontapé-na-bola entranhou-se-me nos genes. Sou um transgénico. E como estes, a minha constituição genética é-me contra natura e irreversível. Transgénico uma vez, transgénico para sempre. E o mal que isso nos traz...

Hoje transporto a infelicidade de 6 000 000 de tristes que como eu têm como deus "O Glorioso, O Inominável".  A nossa vida flutua ao sabor dos  Seus desempenhos nas várias competições. Eu, hoje, sou um ente derramado nas calçadas da vida. Um ser em decomposição,  em processo entrópico acelerado. Sei, porque creio, que grandes dias virão. Só por isso não vou até ao fim. Do fim.

PS1 : Faço 50 anos em 2008. Na Primavera. Tenho poucas certezas na vida, mas tenho a certeza que se tivesse jogado todos os jogos dO Glorioso em lugar do Nuno Gomes, teria mais golos marcados do que ele.
PS2 : O Camacho foi um grande jogador. Talvez o melhor ala esquerda  que já vi jogar. Num Real Madrid de luxo só superado pelo Ajax dos anos 70, uma equipa com um futebol extraterrestre e, até hoje, inatingível. Mas como treinador... concedo percebe tanto como eu de servo-croata.
PS3 : O que me custa é ter perdido com uma equipa que não jogou nada, que não mereceu ganhar e que vinha de uma goleada com uma equipa de segundo plano no futebol inglês actual e ainda por cima treinada por um espanhol desconhecido.
PS4: A jogar assim temo pelos meus dias futuros...

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publicado às 19:00

Uma Crise anunciada

por vítor, em 04.10.07


Com O Glorioso, O Grande, O Magnífico nas mãos do sr. Luís Filipe  Vieira, o país nunca mais sairá da crise em que está mergulhado. É pois um imperativo nacional atirá-lo borda fora. Não sei porquê este nome de Luís Filipe não me augura nada de bom nos próximos tempos...

PS: Como eu já tinha adiantado, o espanhol é um bocadinho pior que o grego. E este, como sabemos, de engenharias futebolísticas pouco percebe.

PS1: Cajuda (um algarvio, pois claro) nO Inominável.já!

PS2: (em 10/10/07) Como muita gente se tem lamentado de não reconhecer alguns dos jogadores da fotografia, aqui vão os seus nomes:

Em pé - Adolfo, Malta da Silva, Toni, Messias, Vítor Baptista ( o maior) e Bastos Lopes.
De cócoras - Nené, Bento, Jordão, Shéu e Moinhos.

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publicado às 00:02


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