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Depois de nos ter acompanhado por essa Europa fora, ter atravessado o deserto no sul de Marrocos e corrido Portugal de lés a lés, o "Balila", o nosso primeiro carro, encaminha-se para um cemitério de automóveis. Já há muito imobilizado (não conseguimos desfazer-nos dele quando, exausto, parou para sempre), depois de ser casota de cão e de constituir uma elegante escultura que marcava a quinta, o seu estado de degradação não permitia mais a sua presença junto de nós. Mesmo assim, foi com os olhos húmidos que nos despedimos dele até sempre. Só agora, que lavro este post, me esqueci de verificar se o Aniceto Soares-Pinto Rua (reminiscências políticas de antanho), o pato de borracha pendurado no retrovisor, e já meio fundido pelo Sol, o acompanhou. Amigos para sempre...
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