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Afinal um blogue é como uma banca de frutas e legumes num mercado qualquer. Os clientes são muito diversos e chegam-se por distintas razões. Uns atraídos pelas cores berrantes dos rabanetes, outros pela opulenta chamada das melancias, alguns pela simpatia do vendedor (não me parece o caso nesta banca), um ou outro pela amizade ao "banqueiro" (muitas vezes comprando por obrigação), ainda alguns pela alegria de comprar num lugar castiço ( os tolos da cidade), por acaso (passei ali e achei piada), turistas de ocasião fascinados pela exoticidade dos autóctones, muitos por engano (curiosamente continuam a comprar mesmo sabendo do engano), fascinados pela leveza dos agriões, por identificação com a qualidade e a frescura dos produtos (estes são os mais palermas. Alegretes e realizados com o que lhes impingem), pela sensualidade das peras- abacates e finalmente os que prali encaminham os seus passos, sem perceberem nada de nada de nada, atraídos pelo cheiro dos elementos, pelas cores dos vegetais e pela lábia incongruente do comerciante.
A mercadoria que lanço na imensidão das mentes carentes destina-se, preferencialmente, aos que não entendem o que lhes vendo. Deste será o reino das minhas palavras!

(Anselm Kiefer)
Nos campos infindáveis de restolho à procura do silêncio... inevitável.
Quando fundei este blogue o objectivo era, e está escrito, dar a conhecer alguns escritos que tenho lavrado no duro chão do papel branco. Aliás gritei-o ao mundo cibernético ( sem grande eco mas solenemente) que iria editar um livro de contos, um livro de poemas e, imaginem, um romance. O conjunto de contos a que apelidei "Transeuntes", aí está em linha e é só ir às Tags e carregar na respectiva. Orgulho-me do que lá está postado embora os meus amigos não compreendam lá muito bem. Também não é para compreender. É para perguntar. Para questionar as vidas e o quotidiano de tristezas que nos atravessa e peia. Mas, modéstia à parte , é o melhor que já alguma vez escrevi e penso que tem qualidade. Quanto ao blivro de poesia, vamos atrasados mas vamos indo. Chegarei certamente a bom porto. Por "Transeuntes", dou a vida. Por "Partículas", apenas as mãos. Quanto ao romance, estamos a escrevê-lo mas... Um romance precisa de tempo, muito tempo, e eu não o tenho. Um conto sai de rompante e o papel só tem de apará-lo. Um poema escreve-se no café. Um romance, pelo que vou constatando, escreve-se numa vida e mesmo assim não estou certo.
(Com indesculpável atraso)
Bem, a blogosfera também pode ser considerada uma comunidade e nela os seus elementos têm de contribuir, de alguma forma, para a sua manutenção e sobrevivência como espaço comunitário de liberdade e solidariedade. Por tudo isto vou entrar no jogo e as minhas escolhas são:
Abrupto
Arrastão
De rerum natura
Mar Salgado
Os Tempos que Correm
terra do sol
31 da Armada
Desculpem-me os outros excelentes blogues.
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