Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Então,  já não se pode ter direito à opinião livre? Eu, que irracionalmente  detesto tudo o que é castelhano e que me delicio com uma derrota da selecção espanhola com os longínquos checos ou japoneses, não percebo como é que toda a gente cai sobre o homem. Se dissesse que Portugal se iria integrar no Magreb não seria mais esquisito?

Depois admiram-se de termos a direita que temos. Temos?! Ainda existe?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:47

Três Noites de Verão

por vítor, em 18.07.07
Domingo - "Ode Marítima", de Álvaro de Campos, numa produção da Armação do Artista encenada e interpretada por Vítor Correia (actor tavirense dos Artistas Unidos), emerge do Sèqua/Gilão e incendeia Tavira.

Segunda - Carmina Burana no Teatro das Figuras.

Terça - Xutos e Pontapés, no Forum, em Faro.

(trabalho na segunda, trabalho na terça... amanhã veremos)

El Verano me mata!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 01:55

O Rio em Perigo (Semana Cultural)

por vítor, em 13.06.07
Filme de bonecos animados, utilizando figuras de plasticina, produzido e realizado pela turma do 5ºD, da Escola Básica de Monte Gordo. Este projecto foi desenvolvido na disciplina de Área de Projecto e coordenado pelo professor Nuno Martins. Saliente-se que se trata de uma turma de currículos alternativos com dificuldades comportamentais e de aprendizagem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:30

Guerra de Civilizações?

por vítor, em 05.06.07

Em1095 , no Sínodo de Clermont , o Papa Urbano II apela à libertação de Jerusalém. Em poucos meses camponeses, cavaleiros, homens e mulheres, lançam-se nessa epopeia. Partem para o oriente cerca de 600 mil pessoas esperançados em varrer as suas impurezas e, no caso dos guerreiros medievais, por falta de ocupação em virtude da decretada “trégua de Deus”. Estava em marcha a 1ª das 8 cruzadas.

 

Depois de uma viagem aventurosa e com peripécias variadas, estão às portas de Jerusalém a 7 de Junho de 1099. No dia 12, do mesmo, regista-se a primeira investida contra a cidade. A manobra revelou-se um autêntico desastre e os cristãos compreenderam que precisavam de mais meios humanos e técnicos para o assalto final.

Uma imensa multidão de peregrinos movida pelos impulsos místicos e pela fome de pilhagem, difícil de controlar, talvez tenha estado na origem do fracasso. Já à passagem pelo Reno e pelo Danúbio haviam incendiado e pilhado os guetos dos judeus. São gente perigosa e pouco disciplinada.

 

Só passado um mês se sentem preparados para nova tentativa de assalto. A 14 de Julho lançam uma violenta investida. Pensa-se que do lado cristão estariam 50 000 homens bem armado e do lado muçulmano, Iftikhar ad- Dawla , que governa Jerusalém, contaria com cerca de 10 00 árabes e sudaneses. Grandes torres de madeira, manganelas e catapultas tentam ultrapassar o fosso e aproximar-se das muralhas. Pedras, setas e fogo de vários tipos tentam atingir os ocupantes das torres. Incêndios lavram dentro e fora de muralhas. O cheiro a fumo e fogo enche o ar.

 

Iftikhar tem uma ideia genial e expulsa os cristãos da cidade onde sempre tinham vivido em harmonia com as outras confissões. Livra-se de bocas esfomeadas, de uma possível sabotagem e obriga o invasor a alimentá-los. Curiosamente mantém os judeus na cidade intramuros. Dizem (as más-línguas) a troco de avultada maquia.

 

A noite já avança e os fogos greco /bizantinos lançados pelos sitiados constituem um espectáculo magnífico e tremendo. Algumas torres parecem tochas gigantes incinerando as frágeis figuras humanas que nelas se dependuram.

 

Na manhã de 15, as coisas começam a inclinar-se para o lado dos cristãos. O exército provençal, comandado por Godofredo de Bulhão (terá a ver alguma coisa com o nosso, do Porto, mercado do Bulhão?) está a conseguir trepar às muralhas. Godofredo, Litoldo e Gilberto de Tournai já estão no cimo das poderosas muralhas e são seguidos por dezenas de cristãos. Os mouros caem uns atrás de outros. A porta de Herodes abre-se… por dentro. Raimundo de Saint Gilles arromba a porta de Sião e  apodera-se da torre de David onde se encontra Iftikhar , que é feito prisioneiro. Trata-se de um momento histórico ímpar. Que horas são? Meu Deus! São 3 horas. A hora da Paixão do Senhor! Que coincidência…

 

Crianças, mulheres, velhos, homens, todos os derrotados, são passados a espada. Mesmo sem oferecerem resistência alguma. Os cadáveres amontoam-se nas estreitas ruas. E os Judeus? São também massacrados. A sinagoga, onde se refugiaram, foi incendiada morrendo assim toda a comunidade judaica de Jerusalém. Mas esperem! Há uma ténue réstia de esperança. Tancredo de Hauteville ergueu o seu estandarte na dourada cúpula da Mesquita do Rochedo e põe sob sua protecção os muçulmanos que nela se haviam refugiado. Sol de pouca dura. Os loucos Flamengos desobedecem à sua ordem e completam a tarefa: massacram-nos barbaramente.

Durante este massacre sem fim, Godofredo, Roberto de Flandres, Tancredo Gastão de Béarn , Raimundo de Toulouse, Roberto da Normandia e outros capitães suspendiam as armas no Santo Sepulcro e adoravam-No . Segundo as palavras de Godofredo de Bulhão “foi uma cerimónia muito comovente, durante a qual todos se sentiram melhores pessoas”.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:26

Beatles For Ever

por vítor, em 02.06.07

 

 

40 anos é muito tempo!

 

Todos temos mais 40 anos mas nunca seremos velhos!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:49

Tantas Maravilhas de Portugal!

por vítor, em 06.04.07


A julgar pela exclusão do Castelo de Silves do (mais um) concurso das sete maravilhas portuguesas, o país está polvilhado de maravilhas patrimoniais. Ora sabendo todos nós que, infelizmente , não é isso que se passa, quem é o responsável por este criminoso "apagamento"?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:21

Tintoretto em Madrid

por vítor, em 11.02.07

É preciso recuar até ao ano de 1937, a Veneza e ao Palácio Pesaro , para podermos encontrar a última exposição que abarca quase toda a sua obra. Embora a maior parte dos seus trabalhos se encontre ainda na cidade dos canais, encontra-se dispersa pelos sítios para onde foram encomendados.

Agora, 70 anos passados, podemos visitar uma espectacular antologia do pintor no Museu do Prado, em Madrid. 59 pinturas, 13 desenhos e 3 esculturas para enlouquecer!

Já agora, para quando uma investigação séria sobre o hipotético Jacomo Comim do convento (igreja) de S. Paulo em Tavira?

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:44

Antropologia e Eternidade

por vítor, em 16.01.07

Morreu Mesquitela Lima. Augusto Mesquitela Lima. Foi meu professor, amigo e, apesar das profundas divergências, meu Mestre. Era "o mais velho" da Antropologia portuguesa.

Bom "trabalho de campo" entre os Eternos!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 13:41




A moda avança aos saltos. Se assim não fosse (se se actualizasse em cadeia deslizando em vertente suave) ninguém se aperceberia que a moda tinha passado e que estava fora de moda. É por isso que a moda é cíclica. À boca-de-sino segue a calça-à-campino que segue a boca-de-sino; ao umbigo à mostra segue a "camisa-longa" que segue…  Como neste universo, ao contrário do que parece, a criatividade e a imaginação não são infinitas, vão-se buscar ideias novas a velhas modas e maquilha-se com pós-do-tempo. Temos assim a nova moda e podemos ver gente moderna a usar uns trapinhos romanos, ou góticos, ou hippies.
Por isso, quem anda na moda está mais longe de vir a estar na moda. O tempo que vem é o mergulho nos tempos de antanho. A vanguarda, a moda de ponta, está mais longe da moda futura do que os que, como eu, estão fora de moda. Quando a moda passa, fruto da autofagia dos aderentes, os fazedores da moda, para baralhar e fazer pairar no tempo os carentes ansiosos, atiram-nos para longínquos, aleatórios e anacrónicos buracos negros que os sugam até que a densidade interior (a moda) se aproxime da densidade do exterior amodal da multidão.







Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 23:19

O Biógrafo de Hitler

por vítor, em 14.09.06

Morreu Joachim Fest que, entre diversas obras, escreveu a mais conhecida biografia de Hitler (1973).

Lutador incansável contra o conformismo desculpante dos "não sabia de nada" e "não podia ter agido de outra maneira", usado por tantos para fugir ao peso das memórias chamuscantes, passou os últimos meses da vida a lutar contra a morte de forma a concluir o livro de memórias Ich Nicht (Eu Não) que será lançado a 22 de Setembro e que fechará um ciclo e uma vida notáveis de dignidade, temperança e autenticidade.

Conta Fest neste livro  que, quando tinha nove anos, ele e o irmão espiavam uma discussão dramática entre os pais em que a mãe tentava convencer o pai a aderir  ao NSDAP( Partido Nacional Socialista Alemão). "É só uma filiação nada mais. Nós permaneceremos os mesmos". Sem qualquer exitação o pai responde:"Iria mudar tudo!" A mãe esforcava-se: " A hipocrisia sempre foi um meio dos pequenos se defenderem dos poderosos". O pai respondeu-lhe serenamente: "Nestas questões não somos pequenos". 

Deliciosa história para ler nos dias que correm...

Autoria e outros dados (tags, etc)

Tags:

publicado às 23:35


Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2011
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2010
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2009
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2008
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2007
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D
  235. 2006
  236. J
  237. F
  238. M
  239. A
  240. M
  241. J
  242. J
  243. A
  244. S
  245. O
  246. N
  247. D