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Glorioso gela o ninho dos dragões

por vítor, em 08.02.09

 

Hoje, finalmente, tivemos O Glorioso à altura dos seus pergaminhos. Uma primeira parte em grande: magníficas transições defesa ataque, pressão alta super eficaz, passes inteligentes envolvendo todos os jogadores, bloco defensivo coeso e bem coordenado. Na segunda parte alguma retracção que se tem verificado em todos os jogos em que O Grande, O Inominável se adianta no marcador. Mesmo assim os dragõezitos apanharam um baile de bola em quase toda a partida e nem sequer fizeram sentir o lume brando da sua chama. Não fora uma grande penalidade inventada, e a vitória, MERECIDA, teria vindo para Os Encarnados.

 

É pena que Suazo, Reys e Di Maria não rendam o que deles se espera e esperava. Di Maria esteve mesmo desastrado e se tivesse tino o resultado teria sido bem diferente. Saúde-se, no entanto, a subida de rendimento de Aimar, quer física quer tecnicamente, que promete grandes dias para O Glorioso.

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publicado às 23:41

Figuras de Proa

por vítor, em 09.12.08

 

A figura de proa  rasga as rudes e imprevisíveis contingências das tempestades. Mas a espuma que nos asperge o rosto é um elixir que nos transporta ao transe absoluto da loucura...

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publicado às 11:44

A tragédia grega

por vítor, em 27.11.08

 

"Quase todos nós tínhamos, até então, resistido ao choro: quando, porém, o vimos tomar o veneno e que esvaziara o copo, não pudemos mais. A mim as lágrimas corriam-me em fio; e, velando a face, deixei-as livremente correr, lamentando não tanto a Sócrates, como o meu próprio infortúnio por ver-me  privado de um tal companheiro. nem sequer fui o primeiro, porque Críton, ao não conseguir  refrear por mais tempo as lágrimas, tinha-se posto a pé e afastado, e eu segui-o; e nesse momento, Apolodoro, que havia estado sempre a chorar, irrompeu num sonoro pranto que fez de todos nós cobardes. Apenas Sócrates manteve a sua serenidade.

Que estranho clamor é este? Mandei embora as mulheres para que não pudessem causar tal desconforto, porque ouvi dizer que um homem deve morrer em paz. Façam silêncio, então, e tenham paciência.

Quando o ouvimos falar assim, tivemos vergonha e sustivemos as nossas lágrimas, e Sócrates caminhou um pouco mais até que, disse ele, as suas pernas começaram a falhar, e deitou-se então de costas, e o homem que lhe  deu o veneno olhava de quando em quando para os seus pés e pernas; e passado algum tempo, pressionou com força o seu pé e perguntou-lhe se o conseguia sentir; e ele disse que não; e depois a sua perna, e cada vez mais para cima, e mostrou-nos que ele estava frio e rígido. E ele próprio o sentiu e disse:

Quando o veneno atingir o coração, será o fim.

Estava a começar a ficar frio em redor das virilhas, quando descobriu a cara, porque se tinha coberto, e disse (e estas foram as suas últimas palavras) - disse ele:

Críton, devo um galo a Asclépio. Lembrar-te-ás de pagar a dívida?"

 

Platão,Fédon, Diálogo sobre a Imortalidade da Alma.

 

PS: Depois de mais uma tragédia em Atenas, vou ali tomar a minha cicuta e não me chateiem nos próximos dias.

PS2: Espero bem que o Vieira não se esqueça que também deve um galo... aliás uma capoeira inteira, aos crentes nO Glorioso dos gloriosos, nO Maior entre os maiores.

PS3: Foda-se.

 

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publicado às 22:59

O Glorioso no Império do Meio

por vítor, em 21.08.08

 

Perante o espanto dos dragões nas terras do sol nascente, O Glorioso, O Grande, O Maior ilumina (como um "lampião" que se transforma no Farol de Alexandria) os céus de Oriente a Ocidente: Nelson Évora, medalha de ouro, no triplo salto; Vanessa Fernandes, medalha de prata, no triatlo e Angel Di Maria, ouro ou prata, no futebol. Maior que o país, O Glorioso consegue mais medalhas do que o próprio país de que é a alma.

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publicado às 15:36

Bifanas, Imperiais, Futebol e Livros

por vítor, em 26.07.08

 

Camisola do Glorioso com Biblioteca ao fundo. Duas das minhas paixões! Livros e futebol.

 

Ontem lá estive no Torneio do Guadiana, como não podia deixar de ser, com  os outros dois crentes cá de casa e um amigo especial sportinguista.

 

Do jogo do Maior contra o Blackburn Rovers, nada de especial. Da equipa inicial não conhecia metade e não fora os meus filhos, bem informados sobre as novidades do plantel, tinha saído de lá  ainda mais confuso do que saí. Desculpa-se então a  anarquia táctica dos  rapazes. O melhor da noite ainda foi o Binya. Se conseguir controlar as suas entradas, antes e depois de tempo, sobre os adversários,  habemos jogador. Mas diz que vai para o Estrela da Amadora...

 

Para vos dizer a verdade, aqui que ninguém nos lê, o melhor da noite foram mesmo as bifanas e as imperiais antes do jogo...

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publicado às 14:41

 

Sábado, metido em cerimónias culturais pela cidade de Vila Real de Santo António, não consegui dar uma espreitadela ao jogo do Glorioso. Ao primeiro jogo da época. Chegado a casa tarde e porcas horas nada vi ou ouvi sobre o desempenho do  Maior.

Levanto-me pelo meio-dia e corro  a comprar o meu jornal. Vou directamente à secção de desporto e... nem uma linha, nem uma palavra sobre o primeiro jogo da temporada do Maior Clube do mundo.

Notícias do Abel Xavier e desse fantástico  La Galaxy mas dO que garante a existência de 6 milhões de portugueses, nada.

 

O Público anda a rastejar mas parecia-me que ainda não tinha chegado ao fundo...

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publicado às 23:52

Verdadeiramente Campeões

por vítor, em 16.05.08

 

 

Sem emoção, drama e imprevisibilidade o desporto é apenas um enfastidiante desenrolar de procedimentos previsíveis e bocejantes.

Sem equidade no cumprimento das regras, qualquer actividade humana desprestigia quem nelas participa.

 

Ontem fez-se História no decepcionante paradigma do desportivo nacional  numa modalidade em que também me orgulho de ter sido atleta federado, no Clube de Vela de Tavira, e na qual  ostento o título de Campeão Escolar do Algarve, na distante época de 1973/1974 (treinado pelo Grande Professor  Américo Solipa, treinador e amigo), numa também dramática final contra a Escola de Silves, no velhinho pavilhão da Escola Afonso III, em Faro. O meu, aliás O nosso, Glorioso mostrou o que vale e o respeito que tem pelos seus adversários leais.

 

Numa final impressionante ( à melhor de cinco partidas e depois de  empatados a  duas) em que o resultado pendeu alternadamente para os dois lados até ao apito final, O Glorioso, O Inominável, O Grande, O Maior mostrou porque é o melhor clube do mundo. Depois de 70 minutos de jogo intenso e impróprio para cardíacos, os jogadores das duas equipas alavancaram-se à condição de heróis eternos. Venceu O melhor por 35-34, na presença do recém-empossado director desportivo, Rui Costa, e da águia Vitória. E isto tudo sem telefonemas manhosos, viagens ao Brasil, "frutas eee...róticas", jantares, almoços e lanches e negociatas em casas de alterne (contra as quais, as casas, note-se, nada tenho a apontar, pelo contrário...).

 

Contra uma presidência imbecil e a predadora hegemonia do futebol, o andebol mostrou a sua pujança e a fibra dos verdadeiros crentes nO Glorioso.

 

E pluribus unum!

 

 

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publicado às 15:10

Um Glorioso no topo do mundo

por vítor, em 25.01.08

Os sete milhões de crentes já precisavam. Um "Glorioso" no topo do mundo. Eu sou um doente pelo Federer mas agora estou de alma e coração com este dos nossos.

Como diria um político, bem haja!

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publicado às 23:49

Futebol de plasticina

por vítor, em 02.12.07


Na minha aldeia, os rapazes passavam os tempos livres a jogar futebol. Esses tempos livres infindáveis, sem televisão, play-station e computador, de  peladas de horas, só eram, timidamente, interrompidas pela temporada do pião, do berlinde e pelos jogos de férias como as coboiadas, as corridas de caricas e os Domingos na praia. O futebol era rei e senhor. Era também o responsável pelos maiores castigos maternais. Calças rotas, cabeças partidas e deslocações fora do alcance do grito da progenitora eram motivos para a  maior parte dos dramas que afligiam a pequenada. depois cresci e enfileirei no futebol a sério, federado!, no distinto ( e extinto) Clube Desportivo Tavirense. Para os fiéis e infiéis, "O Desportivo". Foram anos e anos, de infantil a sénior, até me mudar para a capital para o tal de curso da praxe.

Por isso o pontapé-na-bola entranhou-se-me nos genes. Sou um transgénico. E como estes, a minha constituição genética é-me contra natura e irreversível. Transgénico uma vez, transgénico para sempre. E o mal que isso nos traz...

Hoje transporto a infelicidade de 6 000 000 de tristes que como eu têm como deus "O Glorioso, O Inominável".  A nossa vida flutua ao sabor dos  Seus desempenhos nas várias competições. Eu, hoje, sou um ente derramado nas calçadas da vida. Um ser em decomposição,  em processo entrópico acelerado. Sei, porque creio, que grandes dias virão. Só por isso não vou até ao fim. Do fim.

PS1 : Faço 50 anos em 2008. Na Primavera. Tenho poucas certezas na vida, mas tenho a certeza que se tivesse jogado todos os jogos dO Glorioso em lugar do Nuno Gomes, teria mais golos marcados do que ele.
PS2 : O Camacho foi um grande jogador. Talvez o melhor ala esquerda  que já vi jogar. Num Real Madrid de luxo só superado pelo Ajax dos anos 70, uma equipa com um futebol extraterrestre e, até hoje, inatingível. Mas como treinador... concedo percebe tanto como eu de servo-croata.
PS3 : O que me custa é ter perdido com uma equipa que não jogou nada, que não mereceu ganhar e que vinha de uma goleada com uma equipa de segundo plano no futebol inglês actual e ainda por cima treinada por um espanhol desconhecido.
PS4: A jogar assim temo pelos meus dias futuros...

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publicado às 19:00

Há noites assim

por vítor, em 12.11.07
Quando o desalento se apoderava de 6 000 000 de portugueses, a crença se esvaziava e se esperava mais do mesmo já vivido nos últimos anos, eis que surge uma noite quase perfeita: a lagartagem varrida pelos ventos do Norte, os tripeiros em sofrido empate na moirama amadorense e O Glorioso na Luz a cegar a Boavista. Para a perfeição só faltou a derrota dos portistas. Mas o gozo de apanharem duas bolas nos últimos 5 minutos  compensou. A arrogância paga-se cara. Afinal o campeonato não está entregue...

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publicado às 19:39


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