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Guerra de Civilizações?

por vítor, em 05.06.07

Em1095 , no Sínodo de Clermont , o Papa Urbano II apela à libertação de Jerusalém. Em poucos meses camponeses, cavaleiros, homens e mulheres, lançam-se nessa epopeia. Partem para o oriente cerca de 600 mil pessoas esperançados em varrer as suas impurezas e, no caso dos guerreiros medievais, por falta de ocupação em virtude da decretada “trégua de Deus”. Estava em marcha a 1ª das 8 cruzadas.

 

Depois de uma viagem aventurosa e com peripécias variadas, estão às portas de Jerusalém a 7 de Junho de 1099. No dia 12, do mesmo, regista-se a primeira investida contra a cidade. A manobra revelou-se um autêntico desastre e os cristãos compreenderam que precisavam de mais meios humanos e técnicos para o assalto final.

Uma imensa multidão de peregrinos movida pelos impulsos místicos e pela fome de pilhagem, difícil de controlar, talvez tenha estado na origem do fracasso. Já à passagem pelo Reno e pelo Danúbio haviam incendiado e pilhado os guetos dos judeus. São gente perigosa e pouco disciplinada.

 

Só passado um mês se sentem preparados para nova tentativa de assalto. A 14 de Julho lançam uma violenta investida. Pensa-se que do lado cristão estariam 50 000 homens bem armado e do lado muçulmano, Iftikhar ad- Dawla , que governa Jerusalém, contaria com cerca de 10 00 árabes e sudaneses. Grandes torres de madeira, manganelas e catapultas tentam ultrapassar o fosso e aproximar-se das muralhas. Pedras, setas e fogo de vários tipos tentam atingir os ocupantes das torres. Incêndios lavram dentro e fora de muralhas. O cheiro a fumo e fogo enche o ar.

 

Iftikhar tem uma ideia genial e expulsa os cristãos da cidade onde sempre tinham vivido em harmonia com as outras confissões. Livra-se de bocas esfomeadas, de uma possível sabotagem e obriga o invasor a alimentá-los. Curiosamente mantém os judeus na cidade intramuros. Dizem (as más-línguas) a troco de avultada maquia.

 

A noite já avança e os fogos greco /bizantinos lançados pelos sitiados constituem um espectáculo magnífico e tremendo. Algumas torres parecem tochas gigantes incinerando as frágeis figuras humanas que nelas se dependuram.

 

Na manhã de 15, as coisas começam a inclinar-se para o lado dos cristãos. O exército provençal, comandado por Godofredo de Bulhão (terá a ver alguma coisa com o nosso, do Porto, mercado do Bulhão?) está a conseguir trepar às muralhas. Godofredo, Litoldo e Gilberto de Tournai já estão no cimo das poderosas muralhas e são seguidos por dezenas de cristãos. Os mouros caem uns atrás de outros. A porta de Herodes abre-se… por dentro. Raimundo de Saint Gilles arromba a porta de Sião e  apodera-se da torre de David onde se encontra Iftikhar , que é feito prisioneiro. Trata-se de um momento histórico ímpar. Que horas são? Meu Deus! São 3 horas. A hora da Paixão do Senhor! Que coincidência…

 

Crianças, mulheres, velhos, homens, todos os derrotados, são passados a espada. Mesmo sem oferecerem resistência alguma. Os cadáveres amontoam-se nas estreitas ruas. E os Judeus? São também massacrados. A sinagoga, onde se refugiaram, foi incendiada morrendo assim toda a comunidade judaica de Jerusalém. Mas esperem! Há uma ténue réstia de esperança. Tancredo de Hauteville ergueu o seu estandarte na dourada cúpula da Mesquita do Rochedo e põe sob sua protecção os muçulmanos que nela se haviam refugiado. Sol de pouca dura. Os loucos Flamengos desobedecem à sua ordem e completam a tarefa: massacram-nos barbaramente.

Durante este massacre sem fim, Godofredo, Roberto de Flandres, Tancredo Gastão de Béarn , Raimundo de Toulouse, Roberto da Normandia e outros capitães suspendiam as armas no Santo Sepulcro e adoravam-No . Segundo as palavras de Godofredo de Bulhão “foi uma cerimónia muito comovente, durante a qual todos se sentiram melhores pessoas”.

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publicado às 10:26


2 comentários

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De Cunha_gisela@hotmail.com a 06.06.2007 às 15:33

ESTREIA-DEBATE NO CINE-TEATRO MUNICIPAL JOÃO MOTA

O FILME PORTUGUÊS
"WAITING FOR EUROPE"
VAI ESTREAR EM SESIMBRA
A 16 DE JUNHO,
PELAS 21.00 Horas
COM A PRESENÇA DA REALIZADORA CHRISTINE REEH


O filme português “Waiting for Europe”, realizado por Christine Reeh e produzido pela C.R.I.M Produções, vai ter uma estreia-debate, com a presença da realizadora, em Sesimbra, no Cine-Teatro Municipal João Mota, dia 16 de Junho, ás 21.00 horas, com o apoio da Câmara Municipal de Sesimbra.

Participam no painel-debate, para além da realizadora Christine Reeh, o Dr. Rui Marques, Alto Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, a Dra. Inês Fontinha, Secretária Geral do Ninho, a Dra. Eva Bacelar, da Procuradoria Geral da República e Presidente da Secção Portuguesa do Congresso dos Antigos Funcionários da União Europeia, a Dra. Marina Kolarova, da Associação Portugal-Bulgari, o Prof. Jorge Malheiros, da Faculdade de Letras de Lisboa e a Dra. Maria Cristina Santinho, do ISCTE.

A C.R.I.M Produções, abriu um concurso de crítica ao filme, aberto a estudantes do ensino secundário e superior, e o Banco Espirito Santo, abriu um concurso de crítica ao filme, para imigrantes.

“Waiting for Europe” (À Espera da Europa”), ganhou o Best International Documentary no Festival "The New York International Independent Film and Video Festival" (apresentação de Los Angeles) e está seleccionado para a competição em Nova Iorque, em Julho, e, também para a competição do European Documentary Film Contest (Huesca).




O filme rodado em Lisboa, Alcalá de Henares, Sofia e Blavoegrado, acompanhou durante dois anos, Vânia, uma imigrante do leste europeu em Portugal e Espanha. Trata-se de um retrato intimista sobre a imigração feminina.


“Waiting for Europe”, rodado em três países, Portugal, Espanha e Bulgária, foi produzido com o apoio do Instituto de Cinema, Audiovisual e Multimedia (ICAM), da RTP, do Ministério da Cultura, dos Médicos do Mundo, da Universidade de Alcalá de Henares , da Universidade Fernando Pessoa, da Câmara Municipal de Blavoegrado, do Instituto de Cinema Búlgaro, da PROFILM (Bulgária) e da Associação Aibebalcan em Espanha.


O ACIME (Alto Comissariado para a imigração e Minorias Étnicas), o Banco BES (www.bes.pt /novos residentes), a Federação Portuguesa dos Cineclubes, Associação Bulgari, e as câmaras municipais, colaboram nas estreias-debate a realizar em Portugal.
A Universidade de Alcalá de Henares, vai promover um conjunto de estreias-debate do “Waiting for Europe, em colaboração com outras Universidades espanholas.


As últimas estreias-debate do filme, foram realizadas, no Auditório da Faculdade de Ciências Socias e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Centro de Estudos de Migrações e Minorias Étnicas) a 3 de Maio, em Monção a 27 de Abril, em Vila Real de Santo António, no Centro Cultural António Aleixo, a 26 de Maio.

O filme foi ainda estreado no Luxemburgo, a 8 de Maio, na Cinemateca de Luxemburgo, numa iniciativa conjunta da ASTI (Association de Soutien aux Travailleurs Immigrés) e da Cidade de Luxemburgo, com o apoio das duas centrais sindicais, da Associação de Amigos do 25 de Abril e ainda de associações de imigrantes portuguesas e búlgaras.


A revista "Cinema" da Federação Portuguesa dos Cineclubes, na sua edição Abril-Junho, nº37, publica um dossier sobre o "Waiting for Europe", que inclui uma entrevista a Christine Reeh, um artigo de André Martins, uma critica de Marta Mikolajczak, filmóloga polaca e um texto crítico de Paulo Duarte Teixeira, Presidente da Associação Jurídica do Porto e Magistrado Judicial. Na capa, Christine Reeh.




C.R.I.M Produções
Telf./Fax.218463284
Tm.918719003
crimproductions@netcabo.pt



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De henrique doria a 07.06.2007 às 20:09

Eram realmnete bons a massacrar velhos,mulheres e crianças. O que era a carta de alforria para irem para o céu.
Quanto ao Bolhão, nada tem a ver com ese criminoso chamdo Godofredo de Bulhão, mas com uma grande bolha de água ( bolhão) que nas
cia naquele lugar.

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