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E Pluribus Unum

por vítor, em 21.12.09

 

Meus amigos e minhas amigas, chega de correrias nos antros abomináveis do capitalismo para me encontrarem a prenda merecida. Até ao ano que vem basta-me a que este Domingo recebi.

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publicado às 01:53

BOAS FESTAS

por vítor, em 20.12.09

BOAS FESTAS a todos que eu estou  na maior.

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publicado às 17:55

Poemas do Banco de Trás

por vítor, em 19.12.09

O novo livro do poeta Rui Dias Simão já borbulha, ígneo, nas rotativas do tempo próximo. Poemas do Banco de Trás, assim se nomeará o dito (so?), sairá (saltará)  para a luz dos dias nos alvores de 2010. A editora, a de sempre. A que existe para o editar (e celebrar:) Edições Cativa.

 

Só para  vos deixar hiantes de perplexidade, aqui vai um cheirinho daquele que irá ser, seguramente, o grande acontecimento literário nacional do ano que vem.

 

COMPREI UNS SAPATOS NOVOS

 
 
                                   Não sei como nem porquê mas regresso

                                   assiduamente à derriça que me envolve

                                   o corpo, este corpo de lama, que sempre

                                   fecha as portas ao silêncio vivo.

                                   Não sei como nem porquê, entrei numa

                                   casa e trouxe uns novos sapatos novos.

 

                                   Este grito lunissolar que me apaga

                                   os olhos, resmunga nos espaços entreabertos

                                   e moribunda o caminho que adivinharia

                                   a simplicidade interior.

 

                                   Não sei ainda dizer adeus às flores mortas,

                                   aos rios apagados, às veredas cansadas,

                                   aos labirínticos dizeres das pessoas

                                   dos outros.

                                   Mas existe, existe algum lume

                                   para dizer mais do que esta página

                                   riscada pelo avançar da noite, quase

                                   rosnando para a quimera da falta

                                   dos espaços planetários

                                   de mim?
 

                                   Não sei como nem porquê mas

                                   regresso de muito em vez à sombra

                                   dos lugares que me apagam a pele.

 

                                   Onde estás tu, ó amplexo fantástico

                                   das vozes luminosas - tal qual -

                                   pois não sei como nem porquê mas

                                   já se percebe o estiolamento prematuro

                                   deste animal num fogo diurno 

                                   dos seus aparentes dias azuis.

 

                                   Comprei uns sapatos novos.

 
 Rui Dias Simão

 

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publicado às 14:45

bocados de carta

por vítor, em 14.12.09

 

Estou a jogar à sueca na praia

eu e mais dois freaks

às vezes vou mijar por causa da cerveja

sinto-me mal

podia sentir-me pior

há sempre um barco com pescadores a esperar pela solidão

enquanto nós sorrimos

ás vezes penso que já fui campeão de dados do Algarve

(em, creio, 1937)

 

Dói-me não estar contigo mas o que me dói mais é não estar

comigo quando não estou contigo

um alemão atirou-me uma batata (agora sei que cozida) à cabeça

quantas tendas na minha cabeça

dói-me o (ainda) não te poder                                                                                beijar

compreendes o que é não te poder acariciar? ( com certeza não...)

 

Enrolo sem saber. Um cão acariciou-me os pés.

Adoro-te

é terrível, é difícil o coração sentir-se em liberdade

por isso sinto vontade de chorar de mansinho. Sim de mansinho

porque não gosto de esperar conselhos (talvez carícias) dos outros.

 

Espera, a luz do Sol está a corromper o mar

vês os meus olhos a correr por entre as dunas

não?

 

Para mim é sempre triste sonhar os pesadelos dos outros

mas para quê espremer cebolas nos olhos

não basta o voar das gaivotas cabisbaixas?

 

Quero estar contigo sempre e os desejos são sempre

pássaros de cabeça enterrada no mar. levanto-me

ao som de três espingardas sem balas.

O planeta (que é o meu) parece morrer

as galinhas parecem rejeitar crocodilos já rejeitados.

 

Para a semana vou (envol) ver-te, até lá pensa

em tudo o que é a nossa capacidade de gostar um do outro

 

um beijinho (talvez sem sentido) do eu.

 

PS: escrito há mais de 25 anos por um jovem perdidamente apaixonado.

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publicado às 11:31

a urgência precede o desejo

por vítor, em 09.12.09

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publicado às 16:15


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