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Os ânus do ano

por vítor, em 30.06.07
Será que a doutora Patrícia Lanca tem alguma coisa contra o distinto benemérito Jacinto Leite Capelo Rego.

Bem, parece-me que pelo menos são os dois de direita e conservadores. E também revelam uma fixação estranha por ânus . Aliás esta fixação anal está a tornar a a doutora Lanca , que não tenho o prazer de conhecer, num dos símbolos sexuais da blogosfera .

Bem hajam (fosga-se , onde é que eu já ouvi isto? ao coronel, perdão, major Loureiro?) os que como a doutora trazem a discussão para o que o Dr. Freud dizia, e com toda a razão, faz girar o mundo. Sexo!

Já agora, andará a doutora Lanca na fase anal?

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publicado às 03:25

Quando há dez mil anos a subida do nível do mar, provocada pelo degelo da última glaciação, isolou a Tasmânia do continente australiano, os indígenas  pareceram ter perdido as competências para pescar, acender o fogo e coser. Regrediram em relação aos seus irmãos aborígenes da imensa ilha-continente , vivendo na maior simplicidade imaginável.

 

Em 1772 aportaram à ilha os primeiro colonos europeus. Os povos autóctones pouco se importaram com a sua presença e continuaram a seguir os seus modos de vida. Ou melhor, continuariam se os recém-chegados não lhes tivessem movido feroz perseguição. Não dispondo de qualquer defesa em relação aos invasores, rapidamente o seu número foi diminuindo e por volta de 1830 não passariam de 72, dos inicialmente    5 000 habitantes originais. Desde a chegada dos empreendedores colonos, foram utilizados como mão-de-obra escrava e como objectos sexuais e, sadicamente, torturados e mutilados. Foram caçados como animais e o governo oferecia vultuosas somas pelas suas (imaginem) peles. As mulheres dos homens mortos eram obrigadas a  deambular com as cabeças dos maridos penduradas ao pescoço. As crianças mortas à paulada. Os homens que sobreviviam, castrados.

 

William Lanner , o último indígena do sexo masculino, deixou o mundo dos vivos em 1869. A sua cova foi aberta por um membro da Royal   Society    da Tasmânia, o Dr. George Stokell que (agarrem-se bem) fez da sua pele uma bolsa para tabaco. (Como Hegel bem demonstrou a lógica protestante é mesmo tramada para o negócio).

 

A última mulher aborígene pura da Tasmânia morreu poucos anos depois tendo-se, assim, consumado o genocídio.

 

(Parece uma história do princípio dos tempos, mas foi há menos de 200 anos ).

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publicado às 22:18

Só eu sei porque sou tão infeliz...

por vítor, em 24.06.07

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publicado às 16:17

Uma Porta Encravada

por vítor, em 24.06.07
Uma porta encravada
na vida residual,
no gene obliterado e
cru,
barra o mandamento final
da solidão.

Uma porta no caminho
irrecusável,
no sulco apoteótico
das substâncias,
no campo lavrado
das minudências repletas
de caos.

Algures, entre nada e confusão, asperge o sémen
da vizinhança
ressabiada e nua das origens
comprimidas.

A porta não revela o caminho
coordena, condena e avalia,
saufraga e implora
a  violação suprema do peixe,
da cruz e dos espinhos.

O Universo prenhe
de raiva imaculada
e ra(o)sa.

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publicado às 15:39

O Papa e o Engenheiro

por vítor, em 22.06.07
Bela prosa no Mar Salgado sobre a cerimónia com que  jornalistas tratam os "homens do futebol", os grandes é claro! E não ser trata de jornalismo desportivo que isso, apesar da mirabolante peculiaridade do país que sustenta três diários desportivos ( mais um não pago) não há. Há sim lambe-botas que escrevem em jornais, peroram na rádio e "engraxam" na tv .

Trata-se de um "Jornal de Referência"! Ainda por cima o meu jornal desde o primeiro número. Se houvesse verdadeira escolha em Portugal se calhar já não seria. O menos mau é o melhor e assim lá me vou contentando e, como no tempo da censura, cruzando informação para chegar à "notícia".

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publicado às 17:17

Classe Média e Capitalismo

por vítor, em 20.06.07


"A classe média é um luxo que o capitalismo actual já não consegue suportar"

no "Sobre Humanos e Outros Animais" de Jonh Gray , da Lua de papel. Livro que recomendo vivamente!

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publicado às 22:55

Lisboa e a Paisagem Envolvente

por vítor, em 19.06.07

Portugal é um país pequeno. Pequeno em área física. Hoje, e cada vez mais, Portugal confina-se à cidade de Lisboa. O resto do país só aparece pelo sórdido: uma ponte que cai em Entre-os-Rios, uma criança que desaparece no Algarve, um apito dourado no Porto, uma casa de regabofe pedófilo em Elvas.

Lisboa é uma cidade pequena. Todos se conhecem. Na cidade existem duas castas bem distintas. As elites, vivendo nos mesmos espaços e movendo-se nas mesmas "instalações" e os, digamos, "deserdados da sorte", vivendo nos arrabaldes da "não inscrição" e entorpecidos pelas novelas e concursos de televisão. Cada vez mais separados no espaço e no ser. Os condomínios fechados, para as elites culturais e políticas e os bairros difíceis (na verdade também fechados) para  o lúmpen indiviso da multidão anónima.

 

Como ia dizendo, Lisboa é uma cidade pequena onde todos se conhecem. Todos os conhecidos como é óbvio porque os que não aparecem na tv não só não existem como ninguém os conhece. Sendo claro que hoje a existência não é, ela só, pressuposto de conhecimento. Ou seja, pode-se ser conhecido, e bem conhecido, sem nunca ter tido uma existência real. Basta pensar no Harry Potter ou no Sr(?) Klark Kent.

Como uma escola americana de Antropologia de meados do século XX, estudando pequenas comunidades rurais da Andaluzia, mostrou, onde os vizinhos todos pertencem a um “nós” coeso e próximo em interesses e objectivos, existe um patamar de realização para o “eu” que estes cientistas sociais entenderam apelidar de “limited good”. Se ultrapassas este tecto usaste certamente ferramentas ilícitas, do ponto de vista moral e real. Exemplifiquemos: se tens muito sucesso com mulheres, usaste filtros, pós, magias, chantagens misteriosas não correctos e inaceitáveis  contrariando o livre arbítrio das conquistadas; se tens sucesso com o dinheiro, é porque traficas drogas e outros produtos afins; se falas muito e bem, só nada podes dizer. Os bens ao dispor da comunidade são finitos e o seu acesso nivelado por baixo. Se o nivelamento fosse por cima corria-se o risco da sua escassez.

Ora em Lisboa o “limited good” é imposto de forma implacável. Os ódios são mortais entre  os portentosos contendores na escalada social. Utilizam-se as mais inimagináveis, criativas e mortíferas armas. Nos estreitos palcos da contenda os truques sujos são aplicados sem remorsos e de forma maquiavélica. Quando ouvimos, o que é frequente nos nossos dias, falar de cabalas, conjuras e ajustes de conta, não estamos a usar da metáfora como meio de expressão. Estamos a ouvir os relatos de uma luta intestina incessante e, muitas vezes, com um fim irreversível e dramático. A lama. A mais baixa das mais baixas castas. A lama moral de onde mais não se pode sair até ao fim dos tempos.

 

E, para não me alongar mais do que já estiquei neste modesto post, assim vai este lindo Portugal. Perdão esta “bem cheirosa” cidade de Lisboa.

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publicado às 23:22

Wanted

por vítor, em 17.06.07

Ele é já o homem mais procurado no país. O ilustre desconhecido benemérito do CDS/PP, Jacinto Leite Capelo Rego, não deu ainda sinal de si.

 

Dão-se alvíssaras por notícias suas.

 

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publicado às 19:47

O Rio em Perigo (Semana Cultural)

por vítor, em 13.06.07
Filme de bonecos animados, utilizando figuras de plasticina, produzido e realizado pela turma do 5ºD, da Escola Básica de Monte Gordo. Este projecto foi desenvolvido na disciplina de Área de Projecto e coordenado pelo professor Nuno Martins. Saliente-se que se trata de uma turma de currículos alternativos com dificuldades comportamentais e de aprendizagem.

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publicado às 16:30

Autárquicas de Lisboa

por vítor, em 12.06.07

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publicado às 23:52

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