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não recomeces a noite fria

por vítor, em 20.11.11

 

 

 

Quando dizes que a fragilidade

Do regresso é uma contingência adversa

Na interioridade da memória, uma caravana

De carcaças mutiladas pingando sangue

Na estrada que leva ao nada, talvez saibas

Ficcionar o entusiasmo da palavra Não.

- És a encarnação inerente ao que nunca

Rejeitará as raízes ocultas da impossibilidade,

Lembras, ajustando as palavras ao único

Perigo que resgata os sentimentos nómadas

Das irremediáveis finitudes convulsas da solidão.

Quando dizes Não, descobres a imperativa

Vontade dos cataclismos vitais, desocultas

A noite enquanto nas cidades adjacentes

Se revoltam escravos convertidos ao hierofânico

Rasgar da pele em cicatrizes de sonho e melancolia.

O profundo escarificar da superfície do medo

Reflete o ódio que a inclinação da maresia

Transforma em negação no interior do

Sentimento devassado.

Não!, a insolvência que grita nos hiatos da sombra

Não progride nos caminhos incompletos dos teus passos.

Erras na substância que se apodera dos extensos

Humores na planície escalavrada. Dizes que a maldição

Asperge os dias e transformas o olhar num

Súbito recriar da ilusão. Dizes Não ao Não quando

Penetras no frio das calmarias labirínticas de antanho.

Voltas atrás e o recomeço abraça os limites

Alucinogénicos que bordejam a insondável

Alegria da morte.

 

Monte Gordo,  15 de Novembro de 2011

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publicado às 18:37



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