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Acabou agora mesmo a campanha da alfarroba 2009. Para poder fazer a minha dança ritual de fim de campanha, deixei duas alfarrobeiras para apanhar hoje, dispensando os meus dois trabalhadores no Sábado. A dança é um procedimento ritual solitário e, por isso, teria de ser assim.

Reparem que falei de trabalhadores e não, como no último post em que referi a apanha, de um. Acontece que o trabalhador referido ( e aproveito para agradecer ao meu amigo Manuel Ramos a resposta certeira), o grande poeta e artista plástico Rui Dias Simão, arranjou um colega para melhor passar os dias de solidão sob as copas frondosas das míticas árvores. Uma noite, após  um duro dia de trabalho, fomos, patrão efémero e trabalhador intermitente, levantar a exposição que ambos tínhamos montado na Associação Cónios, em Santa Luzia e que esteve aberta ao público no já longínquo Agosto. Eu na qualidade de comissário, o trabalhador na qualidade de artista convidado. Depois da difícil desmontagem e respectivo transporte para casa do artista, exaustos, fomos para... os copos. Nos diversos bares que percorremos pela noite fora encontrámos vários noctívagos, amigos e desconhecidos. Um deles, inglês, amigo do Rui e meu desconhecido, procurava emprego. O poeta, coração bondoso, contratou-o ali mesmo para a campanha da alfarroba. Eu assenti. As chuvas aproximam-se e  dois e meio apanham mais depressa que um e meio. O meio, está claro, era eu. No dia seguinte, poeta e inglês dormiram até não poder mais, enquanto as alfarrobas esperavam. Eu, fresco que nem uma alface no frigorífico há um mês, lá me apresentei no trabalho, o de todos os dias "úteis", às oito e meia da madrugada.

Mas o que é certo é que a campanha lá chegou ao fim e as alfarrobitas já jazem ensacadas à espera que o sr. Madeira as venha buscar, hoje mesmo. Aliás escrevo estas palavras enquanto aguardo o camião que transportará as sacas. Combinámos às dez. Ao menos vou escrevendo alguma coisa. A seguir seguirei o camião até à Alfandanga para assistir à sua pesagem e receber o bem vindo cheque. Assistir à pesagem é imprescindível. Para além dos descontos no peso para as sacas e os pastos, o sr. Madeira é especialista em procedimentos ocultos durante o processo da pesagem,  fazendo com que a balança penda sempre mais para um dos lados. É bem fácil perceber para qual...

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publicado às 11:54


1 comentário

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De Manuel Castelo Ramos a 27.10.2009 às 00:42

Pois é, e o senhor Madeira não te disse para aguentares "os cavalos" quanto à venda das alfarrobas este ano. Vendeste-as a quê? 4,5 euros!
Como é que pagaste ao poeta e ao inglês?
Ganda romântico me saíste!
Vai mas é escrever livros...

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