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Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

O homem que nunca sonhara

 

O homem que nunca tinha sonhado perguntou:
- Que silêncio é esse que te gela os ossos.
A resposta, seca e corrosiva, que recebeu da rapariga sem imaginação, soou como uma praga de libelinhas.
- Quem não distingue a realidade da metáfora nunca chegará ao castelo do homem velho.
E assim se passaram muitos crepúsculos.
Um dia, igual a tantos outros, o homem que nunca sonhara sentiu-se feliz e compreendeu o significado daquele silêncio oco que esmagava como sombra cobrindo as pegadas dos pássaros, a consciência atulhada de sonhos dos outros.
Levantou-se e não conseguia caminhar. Esqueceu-se de como dar passos na direção da noite. Quando um pé abandonava o outro, um desequilíbrio inexplicável tomava conta do seu andar, impedindo-o de ir em frente.
Agora, inerte na luz, a rapariga dos silêncios sentirá que a vida é um sonho na periferia dos pesadelos da solidão.

publicado por vítor às 14:53
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a vaidade

A vaidade, vanitas, é tão antiga quanto o homem. Tão antiga quanto a cultura. É a figura humana, e não a dos bichos, que aparece mais na arte rupestre. O homem precisa de se ver fora de si para se entender. No entanto, a vaidade, vital para a sobrevivência e reprodução das espécies, tornou-se anacrónica. Ritual de aproximação ao sexo que possibilita a perpetuação de nós próprios, bailado nupcial que nos ilumina e altiva, que nos projeta na cena onde se digladiam os aspirantes à eternidade, rito complexo catapultado pela tesão, virou, nos tempos atuais, um comportamento ridículo, grotesco e desnecessário, contraproducente, na maioria dos casos, nas sociedades globais cosmopolitas e digitais. O pavão de antanho corrompeu o bailado e invadiu, ruidosamente, a aula de ioga. Como a feroz apetência pelo açúcar, que sendo raro na natureza nos impelia sem descanso na sua procura, se tornou um empecilho pois continua a atirar-nos para o doce quando ele se encontra por todo o lado e nos mata pela proximidade, ubiquidade e acesso fácil e, invariavelmente, consumo excessivo. A vaidade não mata mas ridiculariza. O que mais espanta é a vaidade dos que tudo isto sabem. Não arrepia o jovem adolescente acelerando a sua mota ruidosa e levantado a roda frontal em erecção brutal. Não perturba o homem feito saindo do seu Ferrari de smartfhone colado ao ouvido e olhando de soslaio os transeuntes. Não espanta mesmo o tolo que comprou o último grito de farda imposta pela moda e se pavoneia ignorante da troça das elites, que já se passaram para o outro grito. A velocidade estonteante da moda desorienta mesmo os criadores que a repetem à exaustão e tornam moderno o antigo. Paradoxo de ser o ontem mais moderno que o hoje. O que arregala os olhos e arrepia as pilosidades dos corpos é a vaidade refinada de escritores, cientistas e outros pensadores. Na mais lamacenta das fluorescências da luz, vivem encandeados com a sua própria beleza. Criadores e criaturas. Narcisos que resistem ao mergulho nas suas luminosidades reflexas. Quem nunca os viu e ouviu e que por eles foi submerso pela áurea divina, que atire a primeira pedra. Pedra de luz, está claro. Meteorito atravessando a sombra do eleito. Suprema vontade de rir, de enlouquecer com a volúpia de ser. Não há escória que resista a tanta luz do metal em fogo. Fundido e fodido. Criaturas nadando na sua própria espuma inútil. E, destes todos, é o escritor o mais altivo e arrogante: veste-se de palavras inúteis, cria um mundo paralelo onde navega, flutuante e besta, no caminho da glória. É certo que o ridículo e a pobreza moral matam. Mas nem a morte os detém. É a eternidade que os motiva, que os anima e conduz. Quando são bons e criadores de excelência, esquece-se o homem e vangloria-se a obra. Quando medíocres, dão dó, pena. Quase todos se autonomeiam de humildes. De apaixonados eternos. Contradições que nem compreendem: a humildade é, hoje, um valor inflacionado e precioso; a paixão, por natureza – e definição – efémera. São todos solitários, como amam a solidão!, veneram a arte e a cultura, o silêncio, oh, o silêncio!, a amizade, o vinho, as mulheres, e os homens, a natureza, a viagem, a margem, ah, a marginalidade divina!; a volúpia do abismo, as requentadas sombras da noite, os tempos de criança, a lembrança dos melhores pais do mundo, ou piores, que vem a dar no mesmo, o primeiro amor, os cheiros da terra quando chove, a eterna juventude! A amizade – a amizade tornada labirinto e leito de vida e de morte, amizade que azeda e vira guerra sem tréguas e fratricida na hora do confronto. Do confronto das ideias e conceitos estéticos. Ninguém aceita ninguém. Ninguém aceita o outro enquanto outro. Se fores outro iguala a mim, és um outro aceitável e meu.

publicado por vítor às 14:51
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a vida sem retorno

As folhas das árvores cumprem o seu destino. Eu cumpro a vida. A vida sem retorno. Por entre o murmúrio das vozes polifónicas da consciência esculpida no bloco inatingível do passado, talho a viagem sem destino que o tempo transporta para o fim do futuro. O chão pisado fermenta. Quando pensas no corpo – no teu corpo -, abre-se uma cratera de sonho no desejo que te enforma e conduz. Uma exterioridade donde te contemplas como se fosse uma entidade estranha e o teu corpo um fragmento do desejo dos outros. No silêncio da tarde, apodreces e ficas sossegada vendo o futuro a esvair-se nas memórias esquecidas.

publicado por vítor às 14:49
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Segunda-feira, 4 de Abril de 2016

Palermices à beira duma pneumonia...

 

Poema "Ossos", nunca publicado em livro, lido, barbaramente, pelo autor, Vítor Gil Cardeira (aproveitando a voz de gripe).

publicado por vítor às 23:42
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Terça-feira, 22 de Março de 2016

anos sessenta...

Porque ontem foi o dia da poesia:

vítor poesia pela paz.jpg

 

Estilhaços

Depois dos românticos, a melancolia é a alma da poesia...
No princípio, era o desejo. Só o desejo.
Na terra dos antepassados que nos pré-existem e que nos sucederão, onde o princípio e o fim, o nascimento e a morte, fecham o ciclo da cultura, apresentaremos o brutal teatro que nos envolve a vida.
A peregrinação é um processo de envolvimento no vazio.
Não acreditem. Foi só uma mudança de pele. Agora, a nossa própria pele.
Quanto mais te aproximas de ti maior é a revolução que se estende para lá de ti.
Antes do recolhimento, o fogo...

A amizade engrandece...
Strange days: já se comem nêsperas em Fevereiro e as gaivotas pairam há um mês nos ares da quinta.
Trabalhar para nada, a mais bela das ocupações...
cada um sofreu à sua maneira, da mesma maneira.
A felicidade é o que temos antes de termos,
Ainda agora os pássaros me seguiam atrás do trator, debicando minhocas e outros entes que habitam nas entranhas da terra...
Quando algo acontece mesmo no fim, então a felicidade dura mais tempo...

publicado por vítor às 00:22
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Domingo, 22 de Novembro de 2015

última dissolvência

 

ela sorriu transportando a paisagem
que reforça o intervalo entre o fim e o
princípio num lago de nudez abreviada,
sorriu e chamou a pertença consagrada
nos limites, parceria indisponível transcrita
no lugar, dúvida importada, preconceito inicial.

O escuro manso dissolveu a responsabilidade
em escaramuças militantes, entendimentos da viagem
desvalorizada, última dissolvência impaciente
perdendo o consenso na distância coreográfica

do sorriso da mulher que percorre o olhar
ingrato da única vitória dos abstencionistas
curiosos, maioria significando a aposta
nas flores, diz-nos da crueza do obstáculo,
da dor na noite recuperada da berma do caminho,
legitimidade do pesadelo indocumentado,
metade da dor marginal, sorriso do poder
que se eleva nas faenas do sexo consumidor
dos corpos raivosos e sectários,
discurso ressentido e parcial

da atenção do outro que não reflete o estado
de embriaguez vazia que conduz
a relativização da evidência, transformação do novo
interpretando a inocente figura que emana
do sorriso absoluto

e gere a desorientação responsável pelo ruído
da alma vestida de palhaço incompleto,
reduz o exemplo da hierofânica verdade dissoluta
no lodo evidente, sonsura dominante nas cicatrizes
do calor, da insânia sedimentada nos ritos
do calendário social que alguém parodiou
no equilíbrio sem paixão dos convertidos, explicação
corrosiva no pó que se eleva nos atalhos
petrificados da memória.

ela sabe como podar as ideias
que se desprendem do oculto sabor a derrota,
mutilar o chão onde navegamos à vista
e contendemos com os ossos que se erguem do tempo.

ela é um implante na paralisia do medo,
na arte de inventar placebos, paixão
na imensidão do caos.

sorri e não colhe. As manadas assentam
os cascos na viscosa película dos afectos.

20140826_195658.jpg

 

publicado por vítor às 23:10
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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2015

7 contos ilustrados

contos ilust.s

 E diz, entre outras coisas muito interessantes, o grande Miguel Real no prefácio da obra: "...e a grande novidade temática e estilística do fantástico sem terror e muito amor do anjo que procura ser homem, descendo às profundezas minéricas do Hades para depois, já sem a impeditiva asa celestial, se tornar definitivamente “homem à procura da eternidade” (“O amor é uma fuga sem fim”, de Vítor Gil Cardeira, indubitavelmente uma das melhores narrativas desta Antologia) – o conjunto destes contos evidencia um novo tratamento do tempo e da actualidade quotidiana que se pode sintetizar na conhecida frase de José Saramago “o tempo é todo um”."

http://www.wook.pt/ficha/7-contos-ilustr-s/a/id/16898047

publicado por vítor às 16:38
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2015

o passado está ao dobrar da esquina

Kubrir 2015.jpg

  O regresso dos Kubrir, a banda que incendiou os subúrbios de Lisboa nos anos 80. Um som hipnótico e único que emerge das sombras...

publicado por vítor às 00:22
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Quarta-feira, 24 de Junho de 2015

o canto suave das aves negras

Fotografia1623.jpg

 

queria acompanhar os melros ao cair da tarde,
sentar-me nos torrões vermelhos do poente e respirar
o canto suave das aves negras. seguir os passos de veludo
da minha gata aproximando-se por entre as hastes de funcho
penduradas nos caminhos que levam às penugens negras da noite. os grilos preparam-se para invadir o ar húmido e quente
das laranjeiras acabadas de regar. não há melhor hora nos dias
que teimam em não passar do que as do lusco-fusco das tardes
que tombam nas noites mornas de verão, arrastando na sombra espessa os figos lampos inchando o sexo que ressuscita no céu
ardente na serra a noroeste. Os últimos suspiros da luz surpreendem a longa jornada convidando à reflexão os amantes inquietos. Os amantes que se movimentam nas levadas frescas bordejando os caminhos onde as pedras soltas conduzem os passos dos corpos ao silêncio que soçobra em galopes de cavalos inúteis celebrando o solstício.
Regresso aos melros de antanho e converto-me ao silêncio que reverbera no fim da tarde calmosa que nos abandona.


Cativa 22/6/15

publicado por vítor às 21:45
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Domingo, 31 de Maio de 2015

a alma do outro

20150206_145931.jpg

Lá para os meados da estação fria, a minha parenta Tiodomira, sofredora de iliteracia crónica (felizmente benigna), quando viu esta fotografia, benzeu-se uma data de vezes com frenesim e exclamou:
- Ai mê queride prime, cruzes canhoto (reparem na competência premonitória da senhora), o prime transfermô-se naquele poeta escondide. Como lá é que ele se chama?
Sorri maliciosamente.

publicado por vítor às 22:59
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