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Sábado, 31 de Dezembro de 2011

Bom Ano Novo e não se deixem cair

Aqui, nesta espelunca, sabe-se que amanhã é um dia como outro qualquer, que o ano que começa é só como outro ano qualquer, como muito bem sabe o meu cão Matrix. No entanto, como se sabe que vocês(os raros transeuntes que por cá passam)  gostam de comemorar a alegria e desejar que ela brote do tempo que vem, aqui estamos, também, a associar-nos ao espírito do rito e a desejar-vos um belíssimo Ano Novo. E que seja tão bom quanto o desejarem. Até amanhã...

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Segunda-feira, 19 de Dezembro de 2011

um dia comum na circulação dos pássaros

 

Era um dia comum como se chovesse todos os dias,

Um dia que começara a feder a peixe frito, espada para ser sincero.

Na manhã, deste dia comum, o vento levantara-se espesso e os

Olhos lacrimejantes ousaram contrariar a melancolia dominante.

Quantos dias comuns restarão até ao fim dos meus dias? Ora!,

Se descontar da minha vida os dias extraordinários, poderei

Contabilizar os dias comuns, respondi, irresponsavelmente, à questão formulada.

Nada de mais errado, reconsiderei atirando o olhar até ao fim

Da sandes de fiambre sobre a mesa. A nossa vida nunca

Poderá ser a soma dos dias acorrentados aos nossos joanetes.

Por exemplo: o que ocorre quando o sonho irrompe a realidade?

Eh, pá!, pareces Sócrates! Tantas questões para quê?, pergunto

Eu sem desapertar os botões da braguilha resistente. A vida, é

A vida e um animal precisa apenas de sexo e morte, de um embriagar

A dor que nos rodeia o tempo, os dias que se arrastam na inclemência

Dos precipícios romanceados, ardendo na complexa sofreguidão

Das madrugadas sem fim. Há pessoas que reclamam ser peixes

Prateados brilhando na noite por semear, libertando

Bolhas de escárnio, sem consciência e soluçando pérolas

Fabricadas em folhas de repolho. Os vermes que se alimentam

Do sofrimento das vozes esburacadas alinham com outros

Comedores de deuses, cambaleando na estrada que acompanha

As margens do rio impossível. São sósias emergentes que corroem

Os sorrisos das crianças e as cáries dos velhos.

Como vês, os vermes vivem no seio dos dias excecionais

E controlam a circulação dos pássaros, enquanto

Vigiam a multidão alcoolizada pela emergência dos dias comuns.

A vida não é um corredor sem fundo conflituando com

Os vermes excecionais.

 

Vrsa, 13/12/11

 

 

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publicado por vítor às 19:20
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Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

a pele que há em mim

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publicado por vítor às 00:31
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