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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008

Uma Presa Sem Qualidade

 

 Atravessámos a rua. Eu bocejava de quando em quando. O polícia, embriagado pelo odor a marginal, seguia calado, erecto e besta. Atirei o fumo para a rua por entre os lábios gretados por ácidos das entranhas. Sentia espasmos harmoniosos, enquanto furávamos pelo olhar curioso dos transeuntes ávidos de violência. Nas varandas cinzentas espreitavam nuvens de olhar compreensivo.

  Irmanados pela complementaridade das vidas, cingidos pelos pulsos, avançámos sem pressas ao encontro do antro húmido e podre de uma esquadra qualquer numa cidade qualquer.

  Um cidadão atravessou a chuva quente, exibindo uma compaixão infinita que me revoltou os intestinos. Talvez fosse um poeta.

  Nas ruas, estreitas e sinuosas, espreitavam janelas e portas descoloridas. Um transístor atirou para a atmosfera balidos de político ferido, enquanto se ouviam aplausos tímidos num terceiro andar mal identificado.

  O metal rompia-me a pele insensível, a memória fazia-me cócegas, porém a imortalidade seguia-nos pelos telhados.

  Chegados ao lugar onde até os anjos sentem respeito pelas fardas, senti-o triste. Triste pela qualidade da presa.

  Fora, ponha-o fora, ouvi o sub-chefe uivar, fora por amor de Deus... mas já que cá está, diga-lhe qualquer coisa ao ouvido. 

sinto-me:
música: Help - Beatles
publicado por vítor às 21:42
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

habemus uomo

 

O Glorioso, O Grande, continua pequeno. 3+3  golos encaixados em dois jogos consecutivos, com os descoloridos Nápoles e Paços de Ferreira,  não auguram nada de bom para o futuro próximo. No entanto quero realçar o Neo - Glorioso, Carlos Martins, de quem eu desconfiava um pouco; que fez ontem  um jogo fantástico na sofrida vitória no terreiro  do Paços (gostaram da analogia?), por 3 a 4. Atacou, defendeu, passou, rematou e sempre numa entrega total, aguentando estoicamente a pancadaria que lhe foi sendo distribuída durante os 95 min. Mil vezes pareceu sucumbir, e necessitar substituição, mil vezes renasceu para servir e sofrer.

Com o seu ar esgaseado-biblíco, foi o esteio de uma equipa ainda (espera-se) à procura da tramontana.

sinto-me:
publicado por vítor às 23:29
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008

Um amigo nunca morre

 

Tomava um café enquanto lia o jornal, na rua principal de Monte Gordo. Descontraía, num intervalo do trabalho.

A notícia chegou galopante, bruta e esmagadora. O Gavinhos morreu. O quê?!Como?! Não entendo!!!

O Gavinhos morreu. Repetia o mensageiro do outro lado do telemóvel. Não pode ser verdade, os amigos não morrem!

 

O Eugénio era um homem de aspecto rude, barba eterna e sorriso doce. Criado nas encostas da Serra da Estrela, em Gouveia, escolhera Tavira para viver há cerca de 30 anos. Por detrás desta silhueta grande e escangalhada, assomava um homem bom, dócil, solidário e gentil. Um homem apaixonado pela vida que acreditava nos outros e que, desinteressadamente, tudo fazia para poder ajudar os que a vida deserdara. Um dos homens mais inteligentes que já conheci.

 

A última vez que tive o privilégio de estar com ele (no café Veneza), transbordava de felicidade: estava com os filhos (vindos de Lisboa para um curto período de férias) e falou-me, com os olhos brilhantes,  na neta bebé e na reforma que iria chegar no ano que aí vinha (este ano, portanto). Milhares de projectos já fervilhavam naquela cabeça inquieta. Inquieta por agarrar o futuro.

 

Há alguns anos tinha, finalmente, vencido a besta do álcool que o atormentou parte da vida adulta. Mas a besta sempre espreita e desta vez traiçoeiramente sem permitir a intervenção da vontade. Um tumor no cérebro conduziu-o à morte em alguns meses.

 

"No passa nada", Eugénio. Só deixaremos de nos encontrar no café...

sinto-me:
música: requiem alemão de brahms
marcadores: , , ,
publicado por vítor às 22:16
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

Pink Floyd

Só para lembrar que Richard Wright desceu, há dois dias atrás, as águas revoltas da cascata que leva ao reencontro com o infinito.
música: time- Pink Floyd
publicado por vítor às 23:44
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O infinito e a sua sombra

 

Olhaste sempre para o lado

não ousando ver a luminosidade

que se desprende do caminho,

 inventando a gestão do futuro,

corrompendo a perplexa realidade.

 

A memória difusa naufraga

nas traseiras da tua casa,

na árvore enraizada do quintal.

 

Vês as galinhas-da-cor-do-gato

alimentando-se de vermes da estrumeira?

Utiliza-as para viajares no tempo

feliz das paisagens encantadas,

no princípio fracturante e inatingível,

mergulhando as mãos na merda-fresca-da-cor-do-gato.

 

Para compreenderes a utilidade da podridão

reboca o teu olhar até à inscrição escravizante

dos  tempos primordiais

que espreitam por debaixo do entulho

onde o medo cresceu.

 

Não mudes,

o passado tem o tamanho do futuro

e a vida é um efémero lampejo de nudez

na anárquica deriva da esfera celeste,

na ausência dolorosa de lucidez.

 

A tua visão lateral é um sopro

nas velas da caotização do cosmos.

 

PS: Qual é a cor do gato?

 

VRSA, 10/9/08

 

sinto-me:
música: Yellow submarine - The Beatles
publicado por vítor às 22:18
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

ainda aqui este lugar

publicado por vítor às 21:13
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

Ópera e alfarrobas

 

 

A ópera ecoa no pomar saindo da antena 2, do rádio da Ford Ranger. Continuo a minha saga de apanhador de alfarrobas. Agora quase só ao fim de semana que o trabalho principal ( o que me dá o pãozinho) já recomeçou. Nesta fase da apanha estou na zona mais sensível. Num pomar que eu próprio plantei: charruei a terra, marquei compassos e linhas, abri covas, plantei as arvorezinhas, reguei nos 3 primeiros verões, podei regularmente, e amei-as muito. Só não as enxertei porque o engenho e a arte não o permitiram. Uma delas é muito especial. Foi o meu pai que a semeou num vaso e tratou nos primeiros anos. Quando ele morreu, transplantei-a. Foi a primeira alfarrobeira da primeira fila deste meu  projecto. Um vizinho, a quem emprestava o tractor, e como compensação me lavrava o pomar, ainda lhe meteu um disco da grade pelo tronco adentro. Sobreviveu e é hoje a mais distinta e formosa alfarrobeira do pomar. O amor faz milagres...

De vez em quando, vou à pick-up fumar um cigarro deitado na caixa da viatura,  enquanto as vozes percorrem as alamedas da memória. Neste trabalho duro e solitário (ainda convidei o pessoal lá de casa para me acompanharem,  mas outros valores mais altos se alevantaram) a ópera opera ( desculpem-me o trocadilho foleiro) uma magia fabulosa e anestesiante.

 

 

sinto-me:
música: Nabucco - Verdi
publicado por vítor às 00:33
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Atira-te ao mar e diz que te emperrarem

Quando nos idos anos 70 (depois do "25")o Domingos nos encantava com a sua guitarra no comboio para Faro, onde frequentávamos o Liceu (no Sotavento só havia 6º e 7º ano - antigos- em Faro, pelo que o comboio de Vila Real a Faro era um autêntico regabofe de adolescentes cabeludos), sempre pensámos que aquele mosse haveria de revolucionar o rock no Algarve. Assim veio a acontecer e, mesmo com vicissitudes várias , entre as quais a marginalidade a que são votadas as almas criadoras que não pululem pelas sagradas terras da capital e a desarmante humildade deste músico extraordinário, o Domingos e os seus Íris são hoje a face visível de uma nova música a que, por falta de outro termo, chamaremos rock algarvio ( ou, como outros lhe chamam, rock da ria, tendo em conta a Ria Formosa onde babujam músicos e notas). Para além de músico de eleição, forjado nas cordas mágicas de outro monstro da música algarvia: Telmo Marroquino (de quem um dia falaremos com tempo),o Domingos entrega-se de corpo e alma à sua escola de música na Fuseta, viveiro  que perpetua a herança de músicos fusetenses como Zeca Repolho, Badalo e outros.

Lembrei-me desta música a propósito da volta ao trabalho. Mais valia atirar-me ao mar e dizer que me emperrarem...

sinto-me:
música: atira-te ao mar e diz que te emperrarem - Íris (Domingos)
publicado por vítor às 22:36
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Alfarrobas e adolescência

 

Nos tempos da apanha da alfarroba pareço mergulhar na adolescência. Só me apetece entrar pelas noites adentro como gato à procura de sonhos já sonhados...

 

PS: Não tenho andado com disposição para grandes escritos. No entanto estou pouco preocupado. Como diria a grande filósofa dos nossos dias, Lili Caneças, não escrever é só o contrário de escrever.

PS1:O meu amigo Pedro Alves vai compensando esta ausência de palavras novas com algumas referências a palavras antigas e projectos novos deste vosso criado. Recomendo-vos vivamente a passagem pelo canal sonora, o belíssimo blog do amigo supra citado.

sinto-me:
música: A dita
publicado por vítor às 14:20
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