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Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Inquietudes diversas


Desejas cumprir o silêncio na planície
onde a revolta professa inquietudes diversas,
na completa evidência da apostasia .
Atravessas atalhos caóticos na memória vazia de afectos
salpicando pegadas enquanto as ásperas faces da multidão
se refugiam na fealdade consumada
do princípio uniforme  da manada,
na esparsa rede incontinente que ampara
o precipício magnético e purificador.

A tua noite vem sem o conforto da escuridão
pesadelo laminar abrindo chagas, cicatrizes
incompletas perseguindo os momentos implacáveis
da solidão sôfrega.

A nossa noite vem cobrindo as conversas doentias
de namorados incompatíveis, dualidade controversa
na cadência impossível,
conversas na podridão aberta nas mentes, matriz
dos teus passos na cálida certeza do nada,
quando despertas no longo caminho
a violência dos muros esquarteja o que resta da sinopse
espinhosa do retrato a sépia
insuflando os desperdícios duma juventude precoce.

O tempo é um labirinto que não esconde
a raiz dos espectáculos repelentes da aprendizagem patética,
virtude confusa da simetria ambulante.

O campo lavrado que te precede
impede a reposição das imagens fáceis,
a nudez da planície silenciosa.
Como nas aldeias esquecidas por patrocinadores
da estética alarve da ciência,
escreves sem nunca deixar linhas.
A tinta que usas não deixa crosta, escreve
na vida liquefeita manchando a sangue a planície lavrada.

Os momentos que te fazem repousar os pés
 acorrentam os caminhos e corroem-te os joanetes
tentaculares (apêndices inúteis na erosão dos corpos).

Uma vida assim é a resposta palpável
aos cantadores de odes às criaturas estéreis
que revolvem a lama que cura os desvios elegantes dos marginais.
Uma vida que não responde aos impulsos
psicadélicos dos ventos
às tentadoras sereias das tempestades,
que resiste na inexactidão dos tempos.

Se desejares cumprir o silêncio da planície semi-lavrada
não arrastes os pés na direcção do horizonte.

 
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publicado por vítor às 23:34
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Sexta-feira, 25 de Janeiro de 2008

Um Glorioso no topo do mundo


Os sete milhões de crentes já precisavam. Um "Glorioso" no topo do mundo. Eu sou um doente pelo Federer mas agora estou de alma e coração com este dos nossos.

Como diria um político, bem haja!
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publicado por vítor às 23:49
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Terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

Rotundas por encomenda



Passei hoje na rotunda do "corno solitário", à entrada de Tavira, quem vem da via do Infante. Reparei que, depois de anos de solidão, o corno se prepara para ter vizinhança. Com a qualidade do falus solitário, temo pelo conjunto. Lá se vai a ideia que eu tinha para dignificar tão nobre entrada da cidade. Um conjunto escultórico em que três portas, uma cristã, uma islâmica e outra judeia , desenhariam um triângulo, de onde sairiam três ramos de escadas convergindo num globo terrestre, no centro do triângulo (e da rotunda). Constituiria uma homenagem da cidade e da região às matrizes culturais que as edificaram. Pronto, lá se foi a possibilidade de  ficar  ( moi même ) na história da minha cidade. No entanto a ideia por aí fica e estou na disponibilidade de a ceder a quem queira  usá-la para o bem público.
sinto-me:
publicado por vítor às 18:06
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Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008

Hipantropias nas águas da ria



Edições Cativa apresenta... tcharammm ....

Só hoje vos apresento a primeira obra editada pelas "Edições Cativa" porque só agora consegui "roubar" a capa de um blogue por onde passei. Por preguiça não a procurei nos meus suportes digitais por onde deve jazer.

A obra vai  já na segunda edição e continua a vender a bom ritmo. Não fora o seu autor o celebrado poeta Rui Dias Simão, que a seguir "vos deixo" com o maior poeta algarvio de todos os tempos (e um dos maiores de todo o lado e de sempre) António Aleixo.



O poeta, ainda, lendo no histórico (sobretudo para a poesia portuguesa) Café Aliança, em Faro...

sinto-me:
publicado por vítor às 22:52
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Sábado, 12 de Janeiro de 2008

A primeira e a última subida ao tecto do mundo



Seguindo  Edmund Hillary ( aqui com Tensing ), subi ao Everest, na minha adolescência.

Agora que ele subiu ao tecto do mundo pela última vez, que me desculpe, não vou acompanhá-lo...
sinto-me:
publicado por vítor às 00:12
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Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008

Quem quer um aeroporto à janela?




Parabéns gentes do Oeste e em particular da Ota.
publicado por vítor às 23:54
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Terça-feira, 8 de Janeiro de 2008

Às cinco da tarde de um dia qualquer

00001se9

 

            Não me digas que as galinhas gostam de queijo?, perguntei incrédulo, mergulhado na areia da praia postiça.

            Sim, respondeste, com cara de poucos amigos. E têm preferência por queijo da serra.

            Seriam quatro horas da tarde de um dia qualquer e o vento soprava de penente, sem dó. A areia fazia-me cócegas na parte inferior dos tornozelos. Na praia deserta começava a fazer sentir-se um odor a precipício e prossegui o questionário inquisidor: e a que sabem as galinhas comedoras de queijo?

            A galinha, naturalmente, respondeu a minha amiga, do outro lado da maré mortiça.

            Tinha lógica. Galinha alimentada a milho não sabia a milho, pois não? Mas queijo??!!

            Bom. Esqueçamos as galinhas que outros problemas amoro-filosóficos mais prementes se alevantam. Mas queijo?...

            Ah, e aquela dos ouriços que não gostam de cães?, perguntei maldosamente.

            E com toda a razão, opinou espontaneamente a minha bela e colaborante arqueóloga de sonhos escalavrados. Se os cães gostam de ouriços – gastronomicamente falando, claro – é de todo natural que estes não os apreciem e …

            Interrompi a sua rápida e incisiva (diria mesmo canina) argumentação, com não menos veloz e flamejante raciocínio. Mas eu gosto de ti e, até às cinco da tarde como prometido, tu gostas de mim.

            Não confundas gastronomia e sobrevivência, com amor e ódio. Replicou sem pestanejar. Eu sobrevivo sem ti, sem amor e sem ódio, até ao fim das marés. Sem religião não existem escravos. O amor e o ódio cativam as consciências obtusas da servidão.

             Meu Deus!

            A abrasão arenosa envolvia-me a pele peluda dos milénios. Nos joanetes assexuados convergiam exaustos os fantasmas da perplexidade funesta. Da atmosfera cálida. Reacção dos poros epidérmicos à invasão sedimentar. Na imaginação imensa da maresia, atropelavam-se cães, galinhas, ouriços e sexos. Sexos brandos e apocalípticos, soçobrando de espanto.

            O ódio aproximava-se devagar, como era conveniente. Conveniente e imperioso. Na vastidão absoluta dos sentimentos inertes uma gaivota de papelão guinchou na tarde. Da anti-praia sons da aproximação do Levante invernoso. As areias da vida movediça envolviam-me calorosamente e sem mágoa visível. Dizível, pelo menos. O fim da tarde fazia o seu caminho, inexorável.

            A minha tia alimentou os felizes galináceos a queijo e nunca se queixou da cor da canja. Mesmo a crosta, que envolvia o caldo milagroso, lhe era meio indiferente. Aproveitava-a para barrar o pão.

            O atrito da caneta do tempo soava sulcando o papel da vida. Arrepiava no silencioso tombar do dia. A solidão, brutal e sanguínea,  assomou às cinco da tarde de um dia qualquer. Até ao fim das marés.

 

 

Texto para o Luíz Pacheco. Um escritor como outro qualquer.

 

 

 

publicado por vítor às 19:51
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Sexta-feira, 4 de Janeiro de 2008

A Fenda Fatal


Para quem asperge o sexo da mulher como a maravilha das maravilhas, lembro que a perfeição nesta magnífica e incompreensível obra de deus, o receptáculo da vida, podemos encontrar nós na galinha. A cloaca: sexo, concepção, micção e defecação na mesma fenda fatal. Desculpem-me mas o criador falhou na mulher por 3 centímetros... o que até dá jeito: dois buracos dão mais gozo do que um.
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publicado por vítor às 23:56
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