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Terça-feira, 27 de Junho de 2006

...

Por esta ponte a água passa sempre duas vezes.

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publicado por vítor às 14:22
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Segunda-feira, 26 de Junho de 2006

O Carregador de Almas

 

 

 

 

Na madrugada surgiu um sujeito sem parecer interessado em nada. Surgiu como se a madrugada fosse apenas o pano de fundo de mais um dia sem história. Apenas um pesadelo seria mais real do que um exilado com a Lua criminosamente bela ao fundo.

Os camponeses levantavam-se sem poder adivinhar as leviandades cometidas por aspirantes a políticos, na ascensão à glória, e caminhavam sonâmbulos sem futuro. Lá longe; as nuvens agoniavam o Sol.

Sem destino que se adivinhasse, um homem tragava os primeiros raios da alvorada em transe, os destinos da vagabundagem sem fim e os sorrisos da pureza dos princípios da crueldade.

Uma certeza de exilado guia as estrelas quando as ciladas nos envolvem os cabelos desmaiados, e as confissões que outrora sabíamos brotar das consciências geniais e absolutas.

Mordiscava a relva ao passar, envolvido em vento, pelas nodosas experiências das madrugadas sem fim. Aos seus olhos, a vida não era senão um sapato calçado ao acaso, sem cor definida. Filosofava por entre os escombros da espiritualidade, enquanto pensava que nada era sempre nada, mesmo quando a alma se passeava nos recantos mais violentos da escuridão.

Mas uma manhã não é só um sujeito a deambular pelos agrestes caminhos da solidão. É, também, o movimento que exala das flores na orla da cidade.

Àquela hora os transeuntes deixavam uns rastos elipsóides nos paralelepípedos das avenidas, dirigindo-se absortos para a tortura do emprego subsistente. Os bancos-de-jardim-sem-lugar-sentado, pediam perdão pela dureza da noite, aos sem código da maresia, que esperavam a madrugada, para esquecer que a loucura é um precipício de prazer entre os lugares comuns da burguesia envolvente.

Quando a solidão se sente saciada, os parâmetros vitais proclamam a vitória sobre a ignorância e atiram-se, ciosamente, contra a contestação que grassa nas mentes exiladas.

Para não morrer, o melhor é esquecer a repugnância que os anjos projectam e saltar até que as pernas se verguem ao cansaço e os tecidos obscuros da alma rejeitem a compaixão que sufoca, quando é chegado o fim da cruzada contra a imbecilidade.

A destreza com que os burgueses se enganam a si próprios, em nome da ciência, que os impede de viver como os génios, comove. Os defeitos das sombras inquietas parecem empecilhos na longa caminhada para a mentira, esse estado em que a arte parece estagnar por satisfeita e que, sem explicação, apaixona os artistas verdadeiros.

Para lá do medo os camponeses inventam o mundo carregando almas múltiplas num só corpo.

Um sujeito, que transporta a lama pesada e incerta do devir, envolve, carinhosamente, a alma de seu pai, que deixara o  corpo exausto na calçada imprópria da vida. 

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Um Homem Imóvel

 

 

       Às quatro da tarde a minha amiga voltou a espreitar pela janela. O homem continuava imóvel e absorvido em algo invisível.

-         Deixa-o, murmurei, entre os lábios e o filtro do cigarro, já chateado com a atenção que aquele estranho lhe merecia. Porque será que o desconhecido desperta tanto entusiasmo nas mulheres?

         Aconselhei-a mesmo a fechar a janela. Então e a claridade, e o teu ar puro, pareceu-me a desculpa atirada. Sem resposta. Retomei a leitura do meu livro de ficção científica.

         Às cinco e trinta e três da tarde, a minha amiga voltou a espreitar pela janela. O homem continuava imóvel e absorvido em algo de invisível que parecia prostrado em frente dos seus olhos.

-         Estranho, disse, passando na minha frente e sentando-se no sofá a meu lado. Estranho.

Ergui os olhos somente o suficiente para ver o seu pé esquerdo dando voltas sobre o tornozelo e fingi estar dentro do meu livro. Foi então que tive brilhante ideia: voei ao quarto e voltei com o pescoço, abundantemente, enrolado num cascol de lã.

      Sentei-me comodamente e premi um botão sem significado de uma nave inter-estelar. Sorrindo interiormente...

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O Crocodilo do Costume

  

 

 

          Aspirou profundamente  o fumo do SG filtro semi- destruído. Tudo acabara. Solidão, destino, confusão. Agora era um homem acomodado na vida.

         Pensou nas feridas do longínquo passado, abertas no pensamento.

            Cuspiu - escarrou - O SG filtro destruído na rua, e ficou a mirá-lo pelo canto do olho. Pontapeou- o. Ajeitou a gravata e atirou-se ao seu mundo.

Entrou na cidade de mãos nos bolsos, à antiga, talvez assobiando. À sua passagem um cão, velho e vadio, ladrou e seguiu-o gingando na calçada gasta por burocratas.

          Picou o cartão. Cumprimentou o crocodilo do costume. Nenhum sorriu.

Alguém pusera uma flor na sua secretária. Teve ganas de  espatifar a secretária e o crocodilo. Absteve-se até de se sentar violentamente.

          Estava a mudar de espécie e não sabia voltar atrás. Malditos aminoácidos.

         Ela era uma espécie rara sem indícios de mutação e isso devia-lhe a ele. Dum lado o que se mantinha como a natureza pretendia, do outro a inércia baseada no passado.

          Começara a doer-lhe a cabeça. Sempre lhe doera a cabeça nos momentos difíceis.

         Conhecera-a num festival rock, no Norte. Por ela se arrastou pelo país, bebeu, fumou, esperou, chorou, quase morreu. Sem poder tocar-lhe os cabelos, voltou a metamorfosear-se e deixou-se cair.

A cabeça parecia-lhe  um vulcão prestes a estourar. Oxalá, pensou. Olhou a flor branca. É um crime uma flor branca neste aglomerado de imbecilidades. Tomou-a nos dedos, cheirou-a e por fim pôs-se a mastigá-la  lentamente. Sentiu o sabor e o calor da sua boca ( a dela ).

         O crocodilo do costume contemplava-o através das lentes gastas.

         Entrou a polícia com capacetes até aos pés. Um ar fresco começou a entrar pela janela do 1034º andar. Espreitou até um cavalo cinzento com ar feliz. Levantou-se ( talvez sorrindo ) e atirou-se na brisa, não sem que antes tivesse cumprimentado o crocodilo do costume.

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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006

Bares Esvaziados na Madrugada em Chamas

 

 

 

    Ainda há pouco era noite e a felicidade submetia-se a bares esvaziados. Se as nuvens cortassem, o oceano seria o fim dos obstáculos viris que se desprendem do horizonte. Dionísio gostaria de poder  embalar todas as nossas mágoas...

 

   Ainda há pouco era noite e a felicidade submetia-se à fúria de bares esvaziados. A calmaria instalou-se nas minhas mãos. Se as nuvens cortassem o oceano, seria o fim dos obstáculos viris que se desprendem do horizonte.

  Dionísio gostaria de poder embalar todas as nossas mágoas mas, tal como a noite, é impotente. Sentei-me na borda de um barco enraizado nas dunas, olhando as oliveiras brincando ao amanhecer.

-         Olá, sorri-lhes. Desgraçadas, vencidas pela modernidade, essas alumiadoras do mundo através dos séculos. Brincam ainda...

  A madrugada levantara-se violenta, borrifando os meus olhos cansados com luz a jorros. Sinto vontade de me erguer no céu em chamas. Amacio um cigarro entre os dentes. Ainda há luzes acesas na povoação. Guardam o sono, dos espíritos selvagens da escuridão.

   A minha aldeia é um barco com cadastro político, um caminho turvo onde se trocam coktails molotov. Um caminho turvo na ponte de um barco. Nesse barco passo todas as noites de insónia à volta com entes esquisitos à babuja dos meus restos.

  Se houvesse poetas, o Outono seria a época do ano eleita para os seus cortejos fúnebres. No meu (teu) barco não há poetas. Não há dissidentes nas aldeias onde nasci. Qualquer cemitério me pode separar da paixão pela confusão das montanhas cheias de vento.

  Ainda há luzes acesas e sonolentas na povoação em chamas. Lembram pássaros acocorados sonhando com marés de petróleo.

  É sempre difícil construir num mar de destruição e paranóia.

  Um caminho turvo onde se trocam coktails de molotov, surgiu na ponte do teu barco.

  Elegantes a passear-se em cadáveres famosos, babando excreções ácidas, amando a nudez da noite semi-adiada. Os bares sem pensamento não existem  há muitos anos, consumidos por mágoas e desenganos.

  Eu quis beijar-lhe os seios, ela embebedou-se e riu: sonhámos até a mãe nos acordar.

 Que faço aqui, sentado nas bordas de um barco enraizado nas dunas geladas, olhando as oliveiras brincando ao amanhecer? Consumo a noite.

  Levanto-me subitamente e mergulho no dia. Poeta aonde vais? Lapidar os ossos no cais?( versos de um amigo) Os amigos são bocados de silêncio à espera de encontrar a razão onde o vazio estoura a saudade.

Mergulho no dia e tropeço na noite caída, no entanto, vou esperar que os intelectuais racistas ( todos os intelectuais são racistas) se instalem à beira do precipício a saudar os cadáveres célebres. Então, sem os empurrar, hei-de gritar:

 -  Olhem os barcos, bocados de bebedeira despedida por excesso de zelo!

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Quarta-feira, 7 de Junho de 2006

A Mulher Santa

 

 

  Afinal que faço nesta cozinha sem parafusos? Espreito a confusão da vizinhança para esquecer o nome dos amigos mais inclinados sobre a minha carcaça. Depois há a história do homenzinho que só tinha memória.

  Uma vez encontrei um homem que sabia falar do passado. Disse: eu só sei que não estou aqui, eu ando a viajar no tempo que já existiu antes de parecer que o é.

  Foram os dois, eu e ele, deslizando por entre as colinas rochosas da consciência. Aonde iremos? Pensei eu, rodeando cuidadosamente o cansaço envolvente. Chegaram a um local onde só se via o mar. Ali, disse ele sorrindo sem abrir os lábios, encontrei um dia uma mulher santa. E depois, como se a vida fosse um pião que nunca rodou. Era um dia soalheiro e o mar levantou-se tarde.

  A mulher agarrou-me a mão e disse-me que fossemos ver as pradarias da neve onde habitam seres sem forma alguma. Fomos, eu e ele, caminhando até perder de vista. Fomos, ele e ela, até perder de vista, onde esperámos alguns amigos.

  Aquele homem contava-me milhares de histórias por onde nunca ninguém tinha passado e onde a criação era tão estética que não existia. Onde as pessoas eram tanto mais úteis quanto mais inúteis.

  Os amigos chegaram, então, entoando canções tristes e fumando caroços de espingardas. Chegaram e dançámos um pouco. A mulher, que mais tarde o homem soube que era santa, não moveu os cotovelos enquanto a música soou.

  Sentámo-nos, eu e ele, falando por entre as persianas do meu quarto.

  A mulher retirou os lábios. Aspirou-os pelo nariz. Todos experimentámos o mesmo, sentindo os pés a desligarem-se do solo. Sensação tal, só se conhece quando se lêem poemas na cama das mulheres que se amam. O homem não pode conter-se e saiu de perto de mim. Vi que chorava como se fosse a primeira vez que o fazia. Soube mais tarde que não chorava, sentia o tempo.

  Quando puderam parar as emoções imprimidas pela vivência , um a um amaram a mulher. Depois todos. Depois nenhum.

   Mas o amor não é infinito, perguntei eu, talvez ingenuamente. Não, respondeu ele - ou talvez ela, o amor é o fim da imaginação é o princípio da estagnação dos sentimentos. Quem ama não sente, e aliás, nunca se sabe até onde os rios podem ala(r )gar as terras da paixão. Essa sim, infinita, portadora de dor e angústia. A paixão, meu irmão, assim como a saudade, são forças sem fim e sem começo. Na sua linha de contacto existe tudo o que há de bom. Nessa linha  bamboleiam os loucos. Para além dela, encontramos a morte da arte e o presente.

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Sexta-feira, 2 de Junho de 2006

Caramelos nas Orelhas

 

 

  Raramente consegui prestar atenção ao que dizem os professores. Naquele dia estava excepcionalmente endiabrado: comia caramelos e metia o papel nas orelhas da professora. Era expectante que as cócegas impedissem a senhora de falar mais alto.

  O mau tempo entrava friamente por debaixo da porta. Confesso as pestanas geladas ( no cinema da esquina vislumbram-se mulheres estrangeiras sem qualquer tipo de pestanas).

-         A grande dificuldade está no encontrar das provas...

  Disse ela. Não fui eu. Aliás, como já se provou, tudo está provado. Por isso já não há regras, há modelos...

  Tenho fome e aumento a ração de caramelos amarelos. As orelhas cheias de cócegas rejeitam toda a história da humanidade. Há alguns alunos interessados na busca de sal e exigem uma cadeira de iniciação à pesca do parracho ( peixe da família do linguado, porém pobre ).A professora cede extasiada com tão científica argumentação.

  Paris treme de frio, em Alfama bebe-se branco-velho, em minha casa é costume dar-se sardinhas ao papagaio ( só a minha avó, a Adelina, lhe dá caramelos ).

  A teoria da professora apoia-se em três cidades de província, como já quase o aflorara o saudoso dr José Estrudes três séculos antes de Picasso, (AP) -  só por curiosidade do leitor, uma delas era a fermosa Tavira . Segundo tal concepção o parracho ( primo-irmão pobre do linguado ) seria a alma  errante de D. Afonso Henriques à procura de reino para alargar.

  Procuro orelhas para alargar o meu depósito de papéis envolventes. Olho longamente para o colega da frente, conhecido pelos seus frequentes romances com galinhas amestradas pretas. Para ele, que toma sempre atenção às aulas, a professora é uma galinha gigante, preta e amestrada (como Charlot foi um galo para o amigo ).

  O tempo, DP, fluí às arrecuas e o atento colega bebe sofregamente as palavras competentes da docente.

  Enterro-lhe um papel, com odor a caramelo, na orelha receptora e ele sai, cacarejando de mansinho, do meu lugar.

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jornalistas

Para os jornalistas existem três espécies de pessoas: os maus, os bons e os cavaleiros andantes. Excusado será dizer que os cavaleiros andantes são eles.
publicado por vítor às 15:10
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