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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010

cenas campestres

 

 

O Outono não é, nestes campos do Sul,  o estertor a caminho do Inverno. A morte instalou-se com o esplendor do restolho, no final do Verão. O Outono é quando a erva desponta desse restolho entumecido da humidade das noites longas de Novembro. Aqui na quinta, a aproximação do Inverno é tempo da vida. Tudo renasce para tudo morrer. A Primavera, bem a Primavera é a redundância da vida. É, diríamos, a adolescência do ciclo

anual. O Verão é o fim. E cada fim é apenas o começo do princípio (msier De La palisse não diria melhor).

Como vos dizia o aproximar do Inverno traz trabalho acrescido à quinta. Trazer lenha para junto do monte para a cortar à machadada ou com a moto-serra e recriar a horta são os meus trabalhos favoritos. Hoje carreguei a minha pick-up de lenha de alfarrobeira e oliveira (lenha seca e pernadas caídas que resultam da auto-poda das alfarrobeiras - chega a cair mais de metade da copa e com um barulho assustador) e despejei-a junto ao armazém. Armei-me de machado e cortei lenha para uma semana de lareira.Ah, já me esquecia, hoje é o dia da primeira noite, da primeira noite de fogo dentro de casa. Esta noite a Betty não sairá de casa. Enroscada na sua cama junto à lareira, sonhará com ratos toda a noite. Já agora, o outro doméstico da casa, este o verdadeiramente doméstico que a atrás citada nada de doméstica tem, D. Matrix ladrava, ladrava no quintal enquanto eu machadava a madeira cansada. Nestas ocasiões não pode andar por perto ou ainda o racho. Aliás, nem eu devia andar por perto... e ainda por cima tem estado em prisão domiciliária durante o dia por comer galinhas à vizinhança.

Mas o que me deu mais gozo foi o recriar da horta. Já tinha lavrado a terra prometida com o trator. Hoje foi só misturar na terra o composto do diligente compostor, lançar a semente à terra e, com um ancinho centenário, misturar e enterrar. Depois da rega abundante dos quatro canteiros com, por ordem alfabética, alfaces, coentros, rabanetes e salsa, armei um banco corrido com uma travessa (solipa) da linha do comboio junto à horta e, enquanto via o sol mergulha ao fundo da quinta, fumei um cigarrito sentado na bancada lateral. Sim, que uma horta, ao contrário do que os parolos da cidade pensam(pronto, não se zanguem, os parolos de todo o lado) é um espetáculo permanente e em constante mutação.

sinto-me:
publicado por vítor às 19:53
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2 comentários:
De Anónimo a 12 de Novembro de 2010 às 23:53
A lareira já crepita! O fogo é apenas o ressoar de noites renovadas...Aqui o conforto somos nós!!!
4ever 2gether
De jcb a 13 de Novembro de 2010 às 02:34
Uma horta... A horta é a base da nossa civilização. Também estou de roda de uma, de que darei conta em breve. Um abraço.

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